4.000€ em Portugal (já esgotados), até 9.500€ em França: quem dá mais para comprares um elétrico na Europa em 2026
Se estás em Portugal à espera de um incentivo para comprar um elétrico, as contas não são animadoras: o dinheiro já acabou, há mais de um mês e meio. Mas basta atravessar a fronteira, ou olhar para o resto da Europa, para perceber que a situação é muito diferente consoante o país, e que hoje mesmo, 4 de agosto, abre um dos maiores planos de apoio do continente.
Em Portugal, a segunda fase do Fundo Ambiental para 2026 abriu a 11 de junho com 4.000 euros por veículo elétrico novo até 38.500 euros, e esgotou-se em menos de duas horas no próprio dia. O prazo formal de candidaturas ia até 27 de julho, mas essa data nunca chegou a ser uma janela real: quem não submeteu logo na abertura ficou de fora. O Governo já indicou que dificilmente vai abrir um novo concurso ainda este ano. Para o detalhe completo das regras e da retroatividade, há um tópico dedicado no fórum.
Em Espanha, o cenário está prestes a repetir-se, mas com números maiores. O Plan Auto+ substitui hoje o antigo MOVES III, com candidaturas a abrir precisamente nesta quinta-feira, 4 de agosto: até 4.500 euros para particulares, até 6.000 euros para autónomos e pequenas empresas, com um teto de preço de 45.000 euros por veículo e um orçamento total de 400 milhões de euros. Só que a experiência portuguesa serve de aviso: com mais de 85 mil elétricos já vendidos em Espanha entre janeiro e abril, todos elegíveis retroativamente, o risco de esgotamento rápido é real, e as candidaturas são resolvidas por ordem de chegada.
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Abrir o comparador →Em França, o mecanismo é diferente: não é uma compra, é o leasing social, que voltou este ano com rendas a partir de 94 euros por mês. Só se qualifica quem tem um rendimento fiscal de referência até 16.880 euros por parte do agregado e cumpre uma condição de deslocação, como pelo menos dez quilómetros entre casa e trabalho. O programa está ativo desde 16 de julho, com um objetivo de 50 mil veículos, e já leva cerca de 19.500 encomendas nas primeiras semanas.

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Na Alemanha, o apoio a novos elétricos está escalonado por rendimento do agregado familiar, entre 3.000 e 6.000 euros consoante o rendimento e o número de filhos, sem qualquer teto de preço do veículo, ao contrário dos outros três países. Ativo desde maio, o fundo alemão continha, em finais de julho, ainda 98% do dinheiro por gastar, o que faz da Alemanha o único dos quatro países onde o incentivo está, hoje, plenamente disponível e sem sinais de esgotamento.
Na prática, para um comprador português com um elétrico compacto na casa dos 35 mil euros, a diferença entre os quatro países é enorme: em Portugal, paga o preço cheio; em Espanha, pode poupar até 4.500 euros, se conseguir candidatar-se a tempo; na Alemanha, pode poupar até 6.000 euros, mesmo com rendimento médio-alto; em França, só acede a poupança através de leasing, não de compra.
Fontes: Fundo Ambiental, ECO e Razão Automóvel para Portugal; BOE, Forococheselectricos e Motor.es para Espanha; Avere-France e Automobile Propre para França; ACE.de e Electrive.net para a Alemanha.
Achas que Portugal devia reforçar o Fundo Ambiental ainda este ano, ou preferias um modelo por rendimento como o alemão?
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