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A Mazda finalmente tem um SUV elétrico a sério, e nasceu de uma parceria com a China

Redação Eletrificados · 4 de setembro de 2026·2 min de leitura
A Mazda finalmente tem um SUV elétrico a sério, e nasceu de uma parceria com a China

A Mazda estreou mundialmente o CX-6e no Salão Automóvel de Bruxelas, em janeiro deste ano, e o modelo tem vindo a chegar, mercado a mercado, ao longo de 2026: já com preços confirmados na Alemanha, no Reino Unido (há apenas três dias) e na Austrália, com a chegada à Europa marcada para o verão e ao Reino Unido para o final do ano. É o segundo elétrico da marca nascido da colaboração com a Changan, a fabricante chinesa parceira da Mazda, depois do sedan 6e, e representa a tentativa mais séria até agora da marca japonesa de se afirmar no segmento dos SUV elétricos de dimensão média.

Tecnicamente, o CX-6e assenta na mesma base do Changan Deepal S07, com um único motor traseiro de 190 kW (258 cv) e 290 Nm de binário, alimentado por uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 78 kWh, rendendo até 484 km de autonomia WLTP, com o 0 aos 100 km/h a demorar 7,9 segundos. O carregamento rápido em corrente contínua promete recuperar dos 30% aos 80% em cerca de 15 minutos, embora a Mazda não tenha ainda confirmado a potência máxima exata de carregamento. Em dimensões, mede 4.850 mm de comprimento e 2.902 mm entre eixos, com uma bagageira de 468 litros, que sobe até 1.434 litros com os bancos traseiros rebatidos.

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Os preços já confirmados mostram uma estratégia agressiva de posicionamento: na Alemanha, arranca nos 49.990 euros; no Reino Unido, nos 42.990 libras; na Austrália, nos 53.990 dólares australianos, um valor que a marca destaca como inferior ao do Tesla Model Y, ao BYD Sealion 7 e ao Zeekr 7X, todos rivais diretos no mesmo segmento. O interior segue a filosofia japonesa de “espaços vazios entre objetos”, com um ecrã central de 26 polegadas na versão de entrada britânica, e a marca oferece uma garantia de cinco anos sem limite de quilometragem em todos os mercados já confirmados.

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Este lançamento surge numa altura em que a Mazda, historicamente uma das marcas mais lentas a abraçar a eletrificação total, tenta recuperar terreno face à concorrência, depois de uma primeira tentativa pouco bem-sucedida com o MX-30. Ao contrário de outras marcas japonesas que continuam a apostar sobretudo em híbridos, a parceria com a Changan permite à Mazda acelerar significativamente o seu calendário de elétricos, sem ter de desenvolver toda a plataforma tecnológica de raiz.

Fontes: CarExpert, Fleet News, Auto Express, Mazda Newsroom (comunicado oficial), TopElectricSUV.

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