A Noruega testou os elétricos no frio extremo, e o MGS6 EV foi o mais eficiente de todos
Todos os anos, lá para os confins gelados da Noruega, faz-se aquele que é considerado o mais duro teste de autonomia de carros elétricos do mundo. E na edição deste inverno, a mais fria de sempre, com o termómetro a chegar aos 31 graus negativos, há um nome que os donos de MG vão gostar de ouvir: o MGS6 EV saiu de lá como o mais eficiente de todos.
Convém explicar bem o que isto significa, porque o título fácil que circulou por aí, o de que o carro que foi mais longe venceu, esconde a parte mais interessante da história.
O teste chama-se El Prix e é organizado pela NAF, o clube automóvel norueguês, o equivalente ao nosso ACP, em parceria com a revista Motor. A ideia é simples e implacável: pegam em duas dezenas dos elétricos mais recentes do mercado, carregam-nos a 100 por cento e põem-nos todos a fazer o mesmo percurso, de Oslo para norte, subindo a mais de mil metros de altitude, até cada um deles ficar sem bateria e ter de ser rebocado. O objetivo não é ver quem anda mais, é ver qual deles mente menos sobre a autonomia que promete.
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Abrir o comparador →E é aqui que está o busílis. Porque uma coisa é a distância total que um carro percorre, outra bem diferente é a fidelidade à autonomia anunciada. Este ano, o carro que foi fisicamente mais longe foi o Lucid Air, um topo de gama americano que custa bem mais de cem mil euros e que percorreu uns impressionantes 520 quilómetros. Só que esse mesmo Lucid prometia, em condições ideais, uns absurdos 960 quilómetros. Ou seja, no frio, perdeu qualquer coisa como 46 por cento da autonomia. Prometia muito e ficou-se por pouco mais de metade.
O MGS6 EV fez precisamente o contrário, e por isso venceu na métrica que realmente interessa a quem compra. Anunciava 485 quilómetros em WLTP e, no gelo extremo da Noruega, entregou 345 quilómetros reais. Uma perda de apenas 29 por cento, a menor de todo o teste. Foi o carro mais honesto, o que mais se aproximou daquilo que promete. E não foi por acaso: logo atrás dele, em terceiro lugar, ficou outro modelo da casa, o MG IM6, com cerca de 30 por cento de perda. Dois MG no topo da tabela da eficiência, à frente de nomes sonantes como Tesla, Mercedes, BMW ou Volvo, que se afundaram todos para lá dos 40 por cento de perda.

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O que explica esta resistência ao frio? Os especialistas apontam para a qualidade da gestão térmica destes carros, ou seja, a forma inteligente como aquecem e protegem a bateria em condições extremas. Os modelos que se saem melhor no frio são os que preparam a bateria com antecedência, em vez de a tentarem aquecer à pressa quando já é tarde. E aqui as marcas chinesas, com o grupo por trás da MG à cabeça, têm mostrado um domínio técnico que apanhou muita gente de surpresa e deixou os fabricantes tradicionais a pensar.
Há, ainda assim, uma nota honesta a deixar. Nenhum carro escapou incólume ao frio polar, e uma perda de 29 por cento continua a ser uma perda significativa. A lição que fica do teste, aliás sublinhada pela própria organização, é que a autonomia WLTP que vem nos folhetos é medida a 23 graus, num ambiente controlado, e que no inverno a sério devemos contar com menos 30 a 40 por cento. Não é um defeito dos elétricos, é física, e vale para todos, incluindo os carros a combustão, que também gastam mais no frio.
Mas para quem anda por aí de MG4 ou de outro modelo da marca, e sobretudo para quem vive lá para o interior onde as manhãs de inverno não perdoam, fica a boa notícia: quando o teste que mais interessa foi feito, o das condições reais e não as do laboratório, os nossos carros estiveram entre os que melhor se portaram. Não são os que prometem mais, são os que cumprem melhor o que prometem. E isso, ao fim de contas, é o que vale.
Alguém por aqui já teve o carro exposto a frio a sério e reparou na quebra de autonomia? Quantos quilómetros perdem, mais ou menos, nas manhãs geladas de janeiro? E usam o pré-aquecimento da bateria antes de sair de casa? Partilhem as vossas experiências, que este é um daqueles temas em que a prática de cada um vale ouro.
Fontes: NAF, Motor.no, InsideEVs, Electrek, Carscoops, Best Electric Cars Review, Pplware
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