A União Europeia já tem cinco vezes mais carregadores elétricos do que em 2020 — mas só um país ainda falha o mínimo exigido por lei, e não é Portugal
A União Europeia tinha, no final de 2025, 1,1 milhões de pontos de carregamento público para carros elétricos — cinco vezes mais do que em 2020. Segundo um novo relatório da organização ambiental Transport & Environment (T&E), publicado esta semana, este ritmo de crescimento da rede tem superado o das vendas de elétricos, ou seja, a proporção de carregadores por cada carro elétrico tem vindo a melhorar na generalidade dos países da UE, e não o contrário.
O Regulamento AFIR (Alternative Fuels Infrastructure Regulation), em vigor desde abril de 2024, obriga à instalação de postos de carregamento rápido com uma potência conjunta mínima de 400 kW a cada 60 km nas principais autoestradas da rede europeia TEN-T, um valor que sobe para 600 kW até ao final de 2027. Para veículos pesados, a exigência é de pelo menos 1.400 kW a cada 120 km numa primeira fase da rede.
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Abrir o comparador →Segundo a T&E, apenas Malta falha a meta de capacidade pública exigida pela lei, que obriga a pelo menos 1,3 kW de potência de carregamento disponível por cada carro elétrico matriculado no país. Todos os outros 26 Estados-membros já cumpriam este requisito em março de 2026. Na rede de autoestradas TEN-T Core, 79% já tinha os carregadores ultrarrápidos exigidos até junho, e 20 dos 27 países da UE já cumprem a meta de 2027 para a rede alargada, com um ano e meio de antecedência.
Ainda há lacunas: Espanha, Polónia e Roménia têm troços de autoestrada onde a cobertura de carregamento rápido continua abaixo do exigido. Mas a Polónia foi o país que mais avançou, ao subir de 20% para 59% de cobertura entre o final de 2024 e junho de 2026.

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Portugal está, segundo a análise, no pelotão da frente da transição energética na Europa, cumprindo integralmente os objetivos fixados pelo AFIR para a rede de carregamento pública.
Fontes: Transport & Environment, Electrive.com, CleanTechnica e Revistacarros confirmam de forma independente os dados do relatório e a situação de Portugal face às metas europeias.
Achas que esta corrida à infraestrutura vai mesmo acompanhar o crescimento das vendas de elétricos nos próximos anos, ou o risco de ficarmos com carregadores a mais e carros a menos é real nalguns países?
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