Chegou às 100 mil unidades em 135 dias: nunca a Leapmotor tinha atingido este marco de produção tão depressa como com o A10, que também vende em Portugal
Chegou às 100 mil unidades em 135 dias: nunca a Leapmotor tinha atingido este marco de produção tão depressa como com o A10, que também vende em Portugal
A Leapmotor anunciou na sexta-feira que a unidade número 100.000 do A10, o seu SUV elétrico compacto, saiu da linha de montagem apenas 135 dias depois do lançamento do modelo, a 26 de março. Nenhum outro modelo da marca chinesa tinha chegado a esta marca de produção tão depressa, segundo a própria empresa, e o A10 tornou-se também o SUV mais rápido do mundo abaixo dos 100.000 yuans (cerca de 12.780 euros) a atingir as 100 mil unidades fabricadas.
O A10 está disponível na China em quatro versões, com preços entre 65.800 e 86.800 yuans (entre cerca de 8.660 e 11.420 euros), sendo que a variante mais cara vem equipada com LiDAR, um sensor de deteção a laser habitualmente reservado a modelos bastante mais caros. É essa combinação, tecnologia de segmentos superiores a preço de entrada, que tem definido a estratégia da Leapmotor nos últimos dois anos, e que já lhe tinha valido resultados semelhantes com o B01, o sedan que introduziu pela primeira vez o mesmo processador de condução assistida numa faixa de preço equivalente. Fora da China, o A10 é vendido sob o nome B03X e começou a aceitar encomendas na Europa no início de julho, com preço a partir de 24.900 euros, mais do dobro do valor da versão mais cara vendida no mercado chinês, uma diferença que reflete os custos de homologação, transporte e distribuição fora da Ásia, mas que também mostra a margem que a marca ainda tem para ajustar preços consoante o mercado.
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Abrir o comparador →A Leapmotor já não é uma desconhecida em Portugal. O T03, o modelo que sustentou a marca nos seus primeiros anos mais difíceis, vende-se no país desde 19.600 euros, e a empresa prepara agora o lançamento do A05, o seu sucessor direto, que chegou a estar em pré-reserva na China por apenas 15 euros no início de agosto. O A10 junta-se assim a uma ofensiva de produto que a Leapmotor tem vindo a acelerar de forma quase constante desde o início do ano: só em 2026, a marca já renovou o C10, o C11 e o C16, lançou o D99, a sua primeira monovolume, e apresentou versões atualizadas do B01 e do B10 com plataforma de carregamento rápido a 800 volts.

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O momento chega poucos dias depois de a Leapmotor ter anunciado 101.267 entregas globais em julho, a primeira vez que a marca ultrapassa as 100 mil entregas num único mês, um crescimento homólogo de 102%. O A10 sozinho foi responsável por 28.593 dessas entregas, mais de um quarto do total do mês, depois de uma rampa de produção que passou de 14.372 unidades em abril para quase o dobro em julho. Nos primeiros sete meses de 2026, a Leapmotor entregou 457.754 veículos, cerca de 46% do objetivo de um milhão de unidades definido para o ano inteiro, uma meta ainda longe mas que a marca insiste em manter.
O contexto ajuda a perceber porque é que este marco importa além dos números isolados. Fundada em 2015 por Zhu Jiangming, engenheiro eletrónico com mais de três décadas de experiência técnica, a Leapmotor é hoje a marca automóvel apoiada pela Stellantis com maior volume de vendas na China, e as suas entregas mensais já ultrapassam a soma das entregas da Nio, da Xpeng e da Li Auto juntas, segundo dados divulgados este mês. A empresa apresentou ainda um lucro líquido de 540 milhões de yuans em 2025, com uma margem bruta de cerca de 14,5%, números pouco comuns entre os fabricantes chineses mais jovens, muitos dos quais continuam a operar no vermelho em plena guerra de preços do setor.
Fontes: CnEVPost, The Electric Viking.
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