Elétricos ao preço dos híbridos em 2030? A indústria europeia acredita que sim
Uma das maiores barreiras que ainda afasta muita gente do carro elétrico tem um nome simples: o preço de compra. Por muito que se poupe depois no dia a dia, o valor na etiqueta continua a assustar. Mas e se, daqui a uns anos, um elétrico custasse mais ou menos o mesmo que um híbrido de hoje? Vários responsáveis da indústria europeia acreditam que é possível. Há, no entanto, uma condição.
A ideia tem sido defendida por vozes de peso, com destaque para o grupo Renault. O raciocínio é este: grande parte do que encarece um carro elétrico novo não é a bateria em si, mas o custo de andar constantemente a adaptar os modelos a novas regras. François Provost, o líder do grupo francês, chegou a ser direto ao pedir uma pausa. Nas suas palavras, não pedia para remover regulamentação, apenas um período de dez a quinze anos sem normas novas. Segundo ele, a Europa planeia mais de uma centena de novos regulamentos para o setor até 2030, e cada um obriga as marcas a rever projetos, o que empurra os custos para cima e atrasa tudo.
A tese, partilhada também por outros construtores europeus pressionados pela concorrência chinesa, é a de que uma trégua regulatória permitiria otimizar os modelos que já existem, cortar nos custos de produção e, por fim, baixar o preço ao cliente. O objetivo assumido é atacar aquela barreira psicológica dos vinte e poucos mil euros que trava a maioria dos condutores. É por aí, dizem, que se democratiza mesmo o elétrico.
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Abrir o comparador →Agora, é preciso ouvir os dois lados, e há aqui um contraponto honesto a fazer. Nem toda a gente concorda que travar a regulação seja a solução, nem que os elétricos fiquem automaticamente mais baratos por causa disso. Muitas destas normas existem por boas razões, segurança e ambiente, e há quem argumente que o que faz descer os preços a sério é a inovação tecnológica e a escala de produção, não menos regras. Aliás, foram precisamente as marcas chinesas, a operar dentro das mesmas regras europeias, que já hoje conseguem preços agressivos, o que sugere que o problema talvez seja mais de eficiência industrial do que de regulamentação.

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O que ninguém contesta é a tendência de fundo: os elétricos vão continuar a ficar mais acessíveis, seja por que via for. As baterias LFP mais baratas, as novas plataformas e a concorrência feroz estão todas a puxar os preços para baixo. A pergunta é só a que ritmo.
Para nós, que já demos o passo, é curioso ver este debate. Comprámos elétrico numa altura em que ainda era uma aposta, e daqui a uns anos pode ser simplesmente a escolha óbvia e barata de toda a gente.
Acham que os elétricos vão mesmo chegar ao preço dos híbridos até 2030? E concordam com a ideia de travar a regulação para baixar preços, ou acham que o caminho é outro? Deixem a vossa opinião.
Fontes: Notícias ao Minuto, Razão Automóvel, PPLWARE
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