Entrou em vigor na China a lei mais dura do mundo para baterias de VE: zero incêndios, zero explosões, e um botão físico para cortar a corrente
Desde 1 de julho, todos os veículos elétricos vendidos na China têm de cumprir duas normas novas que tornam obrigatório aquilo que até agora era só recomendado: nenhuma bateria pode pegar fogo ou explodir depois de um descontrolo térmico numa célula, e cada carro passa a ter um corte físico de alta tensão, acionado num único toque, independente do software de bordo.
As duas normas, GB 38031-2025 (segurança da bateria) e GB 18384-2025 (segurança do veículo), substituem a exigência anterior, que só obrigava a um alarme cinco minutos antes de um incêndio ou explosão. Agora a bateria tem mesmo de resistir ao descontrolo térmico sem chegar a arder ou explodir, e o fumo libertado não pode causar dano aos ocupantes. Juntam-se dois testes novos: impacto na parte inferior do chassis, a simular acidentes reais em que a bateria é atingida por baixo, e resistência a um curto-circuito externo depois de 300 ciclos de carga rápida.
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Abrir o comparador →Ao nível do veículo, o corte de alta tensão deixa de poder depender só de software: passa a ser obrigatório um mecanismo físico que desliga toda a energia armazenada com um único gesto, premindo ou mantendo premido um botão, a funcionar de forma independente do sistema central do carro.
O custo de cumprir a nova norma sobe entre 3.000 e 5.000 yuan por veículo, cerca de 440 a 735 dólares, segundo a imprensa chinesa que acompanhou o processo, um valor que penaliza sobretudo fabricantes pequenos e modelos de gama baixa, e deve acelerar a saída de produtores menos preparados do mercado. A CATL, a maior fabricante de baterias do mundo, já cumpre os requisitos desde 2020; a Eve Energy desde 2022. As químicas LFP, mais comuns nos VE mais acessíveis vendidos também na Europa, sofrem um aumento de custo menor do que outras tecnologias, o que reforça a sua posição no mercado.

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Segundo Wu Kai, cientista-chefe da CATL, citado pela imprensa chinesa, a taxa de autocombustão dos veículos elétricos chineses deve ficar, com a norma em pleno vigor, “uma ordem de grandeza” abaixo da dos carros a combustão. A regra aplica-se apenas a carros vendidos na China, mas atinge diretamente marcas que já vendem ou preparam a entrada em Portugal, incluindo várias com baterias fabricadas pela CATL ou por outros fornecedores chineses.
Fontes: CnEVPost e CarNewsChina confirmam de forma independente o conteúdo das duas normas, a data de entrada em vigor e o impacto de custos. A citação de Wu Kai e os valores de aumento de custo são reportados pela imprensa chinesa e não têm confirmação oficial direta da CATL.
Achas que esta norma devia ser adotada também na Europa, mesmo que isso encareça os carros elétricos?
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