Google aposta em IA que "vê a estrada" para ajudar quem conduz
Quem nunca falhou uma saída de autoestrada porque estava na faixa errada e não deu para mudar a tempo? A Google decidiu atacar precisamente esse problema, levando a sua inteligência artificial, o Gemini, para dentro do carro, com funções que prometem transformar a navegação num verdadeiro copiloto.
A grande novidade chama-se Live Lane Guidance, ou orientação de faixa ao vivo. A ideia, nas palavras da própria Google, é ajudar o condutor a “navegar como se o Google Maps conseguisse ver a estrada com os seus próprios olhos”. E é mesmo isto que acontece: o sistema usa a câmara frontal do carro para ler as marcas no chão e os sinais de trânsito, cruza essa informação com a navegação e diz-lhe, com antecedência, para que faixa se deve encostar. Em vez do genérico “mantenha-se à direita”, passa a ouvir algo como “fique nas duas faixas da direita para apanhar a saída 15B”.
Mas a coisa vai mais longe. A Google está também a humanizar as instruções de voz. Chega de comandos robóticos: o Gemini passa a orientar por pontos de referência reais, do género “vire depois da estátua” ou “passe este viaduto e apanhe a próxima saída”, tal como faria um passageiro atento ao seu lado.
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Abrir o comparador →Há ainda a navegação imersiva em 3D, a maior atualização do Maps em mais de uma década. Os mapas deixam de ser planos e passam a mostrar edifícios, viadutos, semáforos e passadeiras modelados a três dimensões, para aproximar o que se vê no ecrã do que se vê pelo para-brisas. E junta-se o Ask Maps, um assistente conversacional a que se podem fazer perguntas em linguagem natural, desde sugestões de restaurantes ao planeamento de viagens de vários dias.

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Numa demonstração no Google I/O 2026, o carro (um Volvo) chegou a ler as placas de estacionamento na rua para dizer ao condutor se podia ou não estacionar ali, e a que horas. Ficção científica a tornar-se rotina.
Agora, o senão, e é aqui que a coisa nos toca a nós. Estas funções mais avançadas não correm no vulgar Android Auto, aquele que espelha o telemóvel no ecrã do carro. Exigem o Android nativo, o chamado Google Built-in, integrado de origem no sistema do automóvel, com acesso direto às câmaras e sensores. O Polestar 4 foi o primeiro a recebê-lo, e a lista de marcas elegíveis inclui já BMW, Ford, Hyundai, Kia, Mercedes, Renault e Skoda.
E a MG? Por enquanto, os nossos carros usam o iSMART com Android Auto por espelhamento, por isso estas funções mais imersivas ainda não são para nós. Mas é o tipo de tecnologia que mostra para onde caminha a experiência a bordo, e não custa sonhar com um iSMART assim tão esperto.
Gostavam de ter algo deste género no ecrã do vosso MG? Ou preferem manter o telemóvel a mandar na navegação? Digam nos comentários.
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