GWM vendeu 108 mil carros em julho, com 57% já fora da China, mas o lucro caiu mais de 58% no semestre
A GWM, Great Wall Motor, vendeu 108.067 veículos em julho, um crescimento homólogo de 3,54%, praticamente estável face aos 108.080 carros vendidos em junho. O dado mais relevante está na repartição geográfica: 62.015 unidades, ou 57,39% do total, seguiram para fora da China, a segunda maior fatia de sempre da marca e um crescimento de 50,93% face a julho de 2025, segundo a CnEVPost.
As vendas dentro da China recuaram 27,23% em julho, para 46.052 unidades, aprofundando uma tendência já visível no acumulado do ano: entre janeiro e julho, a GWM vendeu 691.962 veículos no total, mais 2,64% do que no mesmo período de 2025, mas com as vendas domésticas a cair 22,25% e as exportações a subir 48,04%, já responsáveis por 51,08% de tudo o que a marca vendeu este ano.
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Abrir o comparador →Por marcas do grupo, a Haval continua a ser o motor de vendas, com 56.272 unidades em julho, praticamente estável face a um ano antes. Seguem-se a Tank, com 17.228 unidades, menos 13,95%, os modelos de caixa aberta, com 16.006 unidades, mais 16,22%, e a Wey, com 7.725 unidades, menos 23,10%. Os veículos eletrificados somaram 34.651 unidades em julho, um crescimento residual de 0,17% que pôs fim a sete meses consecutivos de quebra homóloga neste segmento.
O crescimento das exportações não se está a traduzir em lucro. A 14 de julho, a GWM alertou o mercado para uma queda entre 58,97% e 62,92% no lucro líquido do primeiro semestre, para um intervalo de 2,35 a 2,6 mil milhões de yuan, cerca de 280 a 310 milhões de euros. A marca atribui a queda sobretudo ao atraso na receção de subsídios fiscais ligados às operações no estrangeiro, que tinham gerado 2,27 mil milhões de yuan de receita extraordinária no mesmo período de 2025 e ainda não se repetiram este ano, e a perdas cambiais de cerca de 266 milhões de yuan, que comparam com um ganho de 1,49 mil milhões de yuan um ano antes.

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Para tentar travar a queda das ações, que perderam 52% do valor desde o início do ano, a GWM anunciou um plano de recompra de até 10% das suas ações H em mercado aberto, financiado com recursos próprios. A gestão descreveu a medida como um sinal de confiança na perspetiva do negócio, mas não avançou calendário nem montante fixo para a operação.
A pressão para vender mais fora da China surge numa altura em que a marca renova a gama: a Haval lançou em julho o H10, um SUV de 5,3 metros com capacidade de andar de lado em manobras de estacionamento apertado, com preços a partir de 31.700 dólares na China, e a Tank recebeu uma versão refrescada do 300, agora também disponível com variantes híbridas plug-in e a diesel.
Fontes: CnEVPost confirma os números de vendas de julho e o alerta de resultados do primeiro semestre; a informação sobre o lançamento do Haval H10 e o refresh do Tank 300 tem fonte na CarNewsChina.
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