MG Clube de Portugal celebra 190.ª concentração num piquenique histórico em Lisboa
Nem só de quilómetros elétricos e ecrãs táteis se faz a paixão por estas três letras. Enquanto muitos de nós descobrimos a MG através dos modelos modernos, há quem guarde a chama da marca acesa há mais de quatro décadas, e fá-lo com octógonos bem mais antigos que os nossos. Falamos do MG Clube de Portugal, que no passado dia 27 de junho realizou a sua 190.ª concentração, num cenário à altura da ocasião: a histórica Tapada da Ajuda, em Lisboa.
Convém, à partida, fazer uma distinção, porque a semelhança de nomes pode confundir. O MG Clube de Portugal é uma associação com mais de quarenta anos de história, dedicada sobretudo aos MG clássicos e veteranos, aqueles roadsters britânicos que fizeram o nome da marca no século passado. É uma casa diferente da nossa Comunidade MG Portugal, mais virada para os modelos atuais e elétricos. Mas partilhamos a mesma paixão pelo mesmo emblema, e por isso faz todo o sentido dar palco a quem tão bem preserva a herança da marca.
E que encontro foi este. A manhã começou nos Paços da Tapada com uma exposição que juntou várias gerações de MG, dos veteranos aos contemporâneos, num convívio descontraído entre sócios. Seguiu-se a parte mais adrenalínica do dia, uma prova desportiva na apropriadamente batizada Rampa da Asneira, onde três voltas cronometradas puseram à prova a perícia dos pilotos, divididos por categorias de veteranos, clássicos e contemporâneos.
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Abrir o comparador →Mas o que dá o tom a um evento destes não é a competição, é o espírito. Depois das provas, os participantes visitaram a centenária vinha e adega do Instituto Superior de Agronomia para uma prova comentada de vinhos e aguardente. O almoço foi em modo piquenique, à moda antiga, e serviu de palco para a estreia de um novo galardão, o troféu MG Prestige, votado pelos próprios presentes, que distinguiu um magnífico MG J2, um clássico de fazer parar o trânsito, pertencente ao sócio Salvador Soares.

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A tarde fechou com chave de ouro, com uma visita cultural guiada pelos recantos mais bonitos da Tapada, incluindo o Real Observatório Astronómico de Lisboa, aquele que durante boa parte do século XX foi responsável por dar a hora certa a todo o País. Um MG parado à sombra de um observatório histórico é, convenhamos, uma bela imagem.
Fica aqui o nosso reconhecimento a este clube e aos seus sócios. É graças a gente assim, que dedica fins de semana a manter estas máquinas vivas e a rolar, que a história da MG não fica esquecida numa garagem. Nós, com os nossos MG4 e companhia, somos o capítulo mais recente de uma história que estes senhores ajudam a não deixar morrer.
Algum de vocês já foi a um encontro de clássicos destes? E confessem: não davam nada para ter um MGB ou um roadster antigo na garagem, ao lado do elétrico? Partilhem aqui em baixo.
Fonte: Jornal dos Clássicos
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