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O elétrico mais vendido do mundo já chegou à Europa, e o preço é quase o triplo do que custa na China

Redação Eletrificados · 17 de agosto de 2026·3 min de leitura
O elétrico mais vendido do mundo já chegou à Europa, e o preço é quase o triplo do que custa na China

O Geely E2, conhecido na China como Xingyuan, já não é só uma promessa para a Europa: começou oficialmente a aceitar encomendas na Bélgica no início de agosto, com entregas previstas para setembro. Eris Yahsi, diretor de vendas e rede da Geely Europa, confirmou o preço de lançamento: 21.490 euros de preço base, reduzido para 19.490 euros graças a um desconto de introdução de 2.000 euros, sem data definida para terminar. Em Itália, onde o modelo chega em outubro, o preço promocional anunciado é de 19.900 euros. É uma diferença enorme face à China, onde o Xingyuan custa entre 64.800 e 94.800 yuans, qualquer coisa entre 8.200 e 12.000 euros consoante a versão, o que significa que o preço europeu pode chegar a ser quase o triplo do praticado no mercado chinês.

Para se perceber a dimensão do fenómeno que a Europa está a receber: o Xingyuan não foi só o carro mais vendido da China em 2025, com 465.775 unidades, foi também, segundo estimativas do primeiro semestre de 2026, o modelo elétrico mais vendido do mundo em qualquer categoria, com cerca de 244.000 unidades entregues entre janeiro e junho, à frente do próprio Tesla Model Y (215.000), do Xiaomi SU7 (182.000) e do Leapmotor A10 (171.000). E tudo isto sem ser um SUV, um segmento que normalmente domina estas tabelas, mas antes um hatchback tradicional de cinco portas.

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Tecnicamente, a versão europeia usa uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) fornecida pela CATL, com 39,4 kWh de capacidade, associada a um motor único de 85 kW (114 cv) montado no eixo traseiro, uma configuração pouco comum nesta faixa de preço. A autonomia homologada em WLTP ronda os 317 km, e o 0 aos 100 km/h fica-se pelos 10,2 segundos, números que colocam a ênfase claramente na eficiência urbana, não no desempenho. Mede 4,135 metros de comprimento, tem uma bagageira traseira de 375 litros que se soma a uma frunk dianteira de 70 litros, um espaço extra que a tração traseira torna possível e que a maioria dos rivais de tração dianteira não consegue oferecer.

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À entrada, o E2 fica posicionado mesmo por cima do BYD Dolphin Surf, que arranca entre 19.790 e 20.475 euros consoante o mercado, e bem abaixo do Renault 5 E-Tech, cuja versão mais barata custa entre 24.900 e 28.730 euros. É precisamente nesta zona de preço, a menos de 20 mil euros, que se está a travar a batalha mais competitiva do mercado europeu de elétricos urbanos neste momento, com a Geely a entrar de forma agressiva num segmento que as marcas chinesas têm vindo a disputar diretamente com os construtores europeus tradicionais.

Portugal só deverá receber o E2 em 2027, como terceiro modelo da marca no país, depois do SUV híbrido plug-in Starray EM-i e do SUV elétrico E5, ambos já à venda desde maio através da parceria com o grupo Salvador Caetano. Com base nos preços já confirmados na Bélgica e em Itália, e sabendo que os preços de elétricos tendem a ser semelhantes entre Portugal e o mercado italiano, uma estimativa razoável aponta para um preço de entrada português também próximo dos 20 a 21 mil euros, ainda sem confirmação oficial da marca.

Fontes: CarNewsChina, ElectricCarsReport, The Electric Viking, Automotive News, Electric Fleet, Razão Automóvel.

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