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O Renault Scenic elétrico ficou mais rápido a carregar e ganhou mais autonomia, dois anos depois de nascer

Redação Eletrificados · 3 de setembro de 2026·2 min de leitura
O Renault Scenic elétrico ficou mais rápido a carregar e ganhou mais autonomia, dois anos depois de nascer

O Renault Scenic E-Tech Electric, eleito Carro do Ano em 2024, recebeu a maior atualização desde que chegou ao mercado, cerca de dois anos depois de entrar na era elétrica. A grande mudança está nas baterias: as duas versões anteriores, de 87 kWh e 60 kWh, dão lugar a novas unidades de 89 kWh e 67 kWh, respetivamente, com ganhos distintos em cada caso.

Na versão de longo alcance, a bateria de química NMC (níquel, manganês, cobalto) ganha 2 kWh de capacidade e sobe a autonomia em 17 km, para um máximo de 642 km em ciclo combinado WLTP, com carregamento rápido até 150 kW, permitindo recuperar dos 15% aos 80% em cerca de 28 minutos. Já na versão de autonomia normal, a mudança é mais profunda: a antiga bateria NMC de 60 kWh dá lugar a uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 67 kWh, com arquitetura “cell-to-pack”, a mesma tecnologia já estreada este ano no Renault Megane E-Tech, que já explicámos aqui a propósito de outros modelos. O resultado é um salto de autonomia bem mais significativo, de 430 para 467 km WLTP, mais 37 km, com carregamento rápido de 165 kW, capaz de recuperar dos 15% aos 80% em 24 minutos, 25% mais rápido do que na versão anterior.

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Para lá da bateria, o Scenic herda a mesma integração de inteligência artificial já estreada no Megane E-Tech: o assistente Google Gemini substitui o antigo Google Assistant, prometendo interações mais naturais e capacidade de resposta a mais de 300 tipos de pedidos. Os sistemas de assistência à condução também foram reforçados, com seguimento de múltiplos alvos em simultâneo no trânsito circundante, posicionamento melhorado na faixa de rodagem até 70 km/h, um sistema de paragem de emergência para casos de condutor inconsciente, e um novo modo “Smart” no sistema Multi-Sense, que alterna automaticamente entre os modos Eco, Comfort e Sport consoante o estilo de condução. A monitorização do condutor por reconhecimento facial passa a ser de série, ajustando automaticamente a posição de condução, a navegação, o sistema multimédia e a iluminação ambiente a cada condutor. O modelo mantém ainda a capacidade de carregamento bidirecional (V2L) de 11 e 22 kW, já disponível desde o lançamento original.

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Ao contrário do que acontece habitualmente neste tipo de atualização de meio de ciclo, a Renault optou por deixar de fora quaisquer alterações estéticas nesta fase, reservando-as para uma etapa posterior da vida comercial do modelo. Os preços para Portugal ainda não foram divulgados.

Fontes: Razão Automóvel, Auto-Drive, Revistacarros.

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