Portugal é o 9.º país da UE em quota de elétricos: 25,3% no primeiro semestre, a mais de 4 pontos da média europeia
Portugal fechou o primeiro semestre de 2026 na 9.ª posição entre os 27 Estados-membros da União Europeia em quota de mercado de carros elétricos, segundo dados divulgados pela EVMag e confirmados de forma independente junto do comunicado oficial da ACEA. Os elétricos representaram 25,3% das matrículas portuguesas entre janeiro e junho, 34.706 unidades, um crescimento homólogo de 38,7%.
A média europeia fixou-se em 20,7%, contra 15,6% no mesmo período de 2025. A distância exata entre Portugal e essa média é de 4,6 pontos percentuais, valor que a imprensa tem arredondado para “5”. No topo da tabela está um pequeno grupo nórdico fora de alcance: a Dinamarca lidera com 79,9%, seguida da Finlândia (47,8%) e da Suécia (41,5%). Portugal surge posicionado entre a França (28,2%) e a Alemanha (24,8%), à frente de mercados como a Espanha, que fechou o semestre com apenas 9,8%.
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Abrir o comparador →Essa comparação com a Espanha merece um parêntese. O mercado espanhol de ligeiros de passageiros é 4,7 vezes maior do que o português, mas em elétricos a distância encolhe: foram 63.201 unidades espanholas contra as 34.706 portuguesas, uma diferença de apenas 1,8 vezes. Portugal vende, proporcionalmente, muito mais do que o tamanho do seu mercado sugeria.

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Isolando junho, o mês foi ainda mais forte: 28,7% de quota, 7.572 unidades, mais 63,1% do que em junho de 2025, e pela primeira vez os elétricos ultrapassaram a soma da gasolina e do gasóleo, 6.242 unidades. Já não é um mês isolado. É a confirmação de uma tendência que se vinha desenhando desde o arranque do ano.
Nota editorial: cautela jornalística
Os números de Portugal e da UE foram cruzados entre três fontes: a EVMag (fonte original, 23 de julho de 2026), o comunicado oficial da ACEA para o primeiro semestre de 2026, e a cobertura da Razão Automóvel sobre o mercado nacional, que confirma de forma independente os 25,3% e as 34.706 unidades. Não encontrámos, nas fontes públicas consultadas, o detalhe metodológico do valor de 79,9% atribuído à Dinamarca, pelo que esse número deve ser lido como o publicado pela fonte original.
As perguntas para a caixa: com Portugal a furar o top 10 europeu, sentem essa diferença na estrada, ou o número ainda não bate certo com o que veem à volta? E a comparação com a Espanha, sinal de que cá se decidiu mais depressa, ou só reflexo dos incentivos?
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