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Quem é a MG? De Cecil Kimber (1924) à SAIC — a história da marca

Redação Eletrificados · 3 de julho de 2026·3 min de leitura
Quem é a MG? De Cecil Kimber (1924) à SAIC — a história da marca

Muita gente descobre a MG agora, atraída pelos elétricos acessíveis. Mas a verdade é que estas duas letras carregam mais de cem anos de história, uma das mais ricas e atribuladas de toda a indústria automóvel. Vale a pena conhecê-la, porque ajuda a perceber o carro que temos na garagem.

Tudo começa em 1924, em Oxford, Inglaterra. Um homem chamado Cecil Kimber geria a Morris Garages, o stand que vendia os carros da Morris. Kimber era um entusiasta, tinha jeito para o desenho e uma ideia simples na cabeça: pegar nos Morris de série e transformá-los em versões mais leves, mais rápidas e mais bonitas. Dizia ele que via mercado para um carro “dez por cento melhor que o de série, mas que se pudesse vender cinquenta por cento mais caro”. Dessas mãos nasceu a marca, e o nome não é mistério nenhum, MG são as iniciais de Morris Garages. O famoso emblema octogonal foi registado nesse mesmo ano.

A partir daí, a MG fez-se um nome nas pistas e nas estradas. Instalou-se na mítica fábrica de Abingdon, onde ficaria cinquenta anos, e colecionou glórias desportivas. Uma das mais saborosas foi em 1933, quando um MG K3 Magnette venceu a sua classe nas Mille Miglia, em Itália, a primeira vez que uma marca não-italiana triunfava na prova. Mas o capítulo que marcaria gerações chegou nos anos 60, com o MGB. Produzido de 1962 a 1980, tornou-se o desportivo britânico por excelência: leve, ágil, elegante e, sobretudo, acessível. Ainda hoje é o coração de muitos apaixonados por clássicos.

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Depois vieram décadas complicadas. A MG foi passando de mão em mão, absorvida pela British Motor Corporation, depois pela British Leyland, pela Rover, e até pela BMW nos anos 90. Foi um período de pouco investimento e muita instabilidade, que culminou no colapso do grupo MG Rover, em 2005. Parecia o fim.

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Mas a salvação veio de onde poucos esperavam: da China. Nesse mesmo ano de 2005, a Nanjing Automobile comprou os ativos da marca, e em 2007 foi por sua vez adquirida pela SAIC Motor, hoje um dos maiores construtores automóveis do mundo. Foi a SAIC que estabilizou a MG e lhe deu uma nova vida, apontando-a decididamente ao futuro: a mobilidade elétrica acessível.

E é aqui que a história fecha o círculo de forma bonita. A marca que nasceu a fazer desportivos acessíveis está de volta às suas raízes, agora com uma gama moderna que vai do MG4 ao Cyberster, o primeiro roadster elétrico de dois lugares a chegar à produção em massa, um carro que homenageia descaradamente o espírito do velho MGB. No festival de Goodwood, chegaram a partilhar palco, o clássico e o elétrico, num século de evolução resumido num só olhar.

Herança britânica, escala global, execução chinesa. É esta a MG de hoje, e é este o século de história que levamos connosco cada vez que pegamos no volante.

Já conheciam este passado todo da marca? Algum de vocês teve, ou sonhou ter, um MGB clássico? Partilhem aqui em baixo.

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