A Renault já vende motores elétricos recondicionados 30% mais baratos, e as baterias podem ser as próximas
A Renault começou a vender motores elétricos recondicionados, com um preço médio 30% inferior ao de uma peça nova, através da The Remakers, empresa especializada em remanufactura automóvel desde 1949, subsidiária da The Future is NEUTRAL, a divisão de economia circular resultante de uma joint venture entre o Grupo Renault e a SUEZ. A novidade foi apresentada na Automechanika Frankfurt, a maior feira mundial do pós-venda automóvel, que decorreu entre 8 e 12 de setembro.
Um só motor, três modelos diferentes
A nova linha de recondicionamento é dedicada ao motor elétrico de tração 6AM, usado no Renault Mégane E-Tech, no Scénic E-Tech, e na Master elétrica, três modelos que já explicámos aqui em detalhe a propósito de outras atualizações recentes. O processo de desmontagem, inspeção e revisão decorre nas instalações da própria Renault em Flins, em França, com o objetivo declarado de devolver ao motor condições de desempenho e fiabilidade equivalentes às de um componente novo, antes de as unidades regressarem ao circuito normal de peças de substituição.
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Abrir o comparador →Um estudo próprio para confirmar o benefício ambiental
Para sustentar o argumento ambiental por trás desta iniciativa, a consultora Quantis realizou um estudo de ciclo de vida, avaliando oito famílias representativas de componentes recondicionados, segundo cinco indicadores distintos: alterações climáticas, consumo de minerais e metais, acidificação, eutrofização de água doce, e formação fotoquímica de ozono. Segundo essa análise, optar pelo motor recondicionado reduz o impacto ambiental em cerca de 67% face a um motor novo.

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As baterias podem ser o próximo passo, e a Renault já tem experiência nessa área
Já explicámos aqui, a propósito do custo de substituição de baterias fora de garantia, como a esmagadora maioria dos elétricos nunca chega sequer a precisar dessa substituição. A própria Renault confirma esta tendência, estimando que 99% das baterias de veículos elétricos sejam reparáveis, sem necessidade de substituição completa. Só em 2025, a marca já tinha recondicionado 3.000 baterias elétricas ou híbridas no seu Centro de Especialização e Reparação de Baterias, também instalado em Flins, um número que reforça a lógica de negócio por trás de agora alargar esta filosofia de reparação também aos motores.
A CATL segue um caminho semelhante, à escala global
Fora do universo Renault, a chinesa CATL, a maior fabricante mundial de baterias, que já explicámos aqui liderar com quase 40% do mercado global, tem avançado numa direção parecida através da sua marca de pós-venda Ning Service. A tecnologia Cell-to-Pack da CATL permite reparar módulos ou células individualmente danificadas, sem necessidade de substituir a bateria completa, podendo baixar o custo de uma reparação para apenas 10% a 20% do valor de uma substituição total. A CATL já opera centros de reparação na Noruega e na Turquia, com o objetivo de chegar a 100 cidades a nível mundial até ao final de 2026.
Fontes: PPLWare, Híbridos y Eléctricos, Electrive, Welectric.pt.
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