A CATL está a um passo dos 40% do mercado mundial de baterias, e sete das dez maiores fornecedoras já são chinesas
O uso global de baterias para veículos elétricos atingiu 725,2 GWh entre janeiro e julho de 2026, um crescimento de 20,4% face ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela SNE Research, uma consultora sul-coreana de referência neste setor. A CATL manteve a liderança isolada, com 289,6 GWh instalados, mais 26,6% em termos homólogos, elevando a sua quota global para 39,9%, a apenas décimas de atingir os 40% pela primeira vez.
A BYD perde terreno, mesmo mantendo o segundo lugar
A BYD manteve-se em segundo lugar, mas com um crescimento bem mais modesto: 106,7 GWh instalados, apenas mais 4,7% face ao ano anterior, o suficiente para ver a sua quota global cair de 16,9% para 14,7%. Juntas, a CATL e a BYD continuam a controlar 54,6% de todo o mercado mundial, uma concentração que a própria SNE Research já explicou aqui, a propósito de dados anteriores deste ano, decorrer sobretudo do modelo de fornecimento verticalmente integrado da BYD, onde a maioria das baterias produzidas é consumida internamente pela própria marca, refletindo diretamente a produção e as vendas da empresa.
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Sete das dez maiores fornecedoras mundiais de baterias já são chinesas, com uma quota combinada de 72,8%, mais 3,1 pontos percentuais do que há um ano. A Rept Battero Energy entrou pela primeira vez no top 10, depois de um crescimento de 118,5% nas suas instalações, substituindo a Sunwoda. A LG Energy Solution, sul-coreana, manteve-se em terceiro lugar, com 8,3% de quota, continuando a fornecer marcas como a Tesla, a Hyundai, a GM e a Volkswagen, mas já a perder terreno face ao crescimento dos rivais chineses.
O contraste regional: crescimento forte na Europa, quebra acentuada nos EUA
As instalações de baterias cresceram 29,3% na Europa, e 16,6% na própria China, enquanto os mercados asiáticos fora da China cresceram 77,1%, e a América do Sul disparou 192,6%. A exceção clara foi a América do Norte, com uma queda de 20,2%. A explicação está diretamente ligada à política fiscal norte-americana: segundo a SNE Research, a quota de elétricos nas vendas totais de automóveis novos nos EUA caiu para cerca de 6%, depois de os créditos fiscais federais para elétricos terem expirado no final de setembro do ano passado, um recuo que já explicámos aqui a propósito de outras notícias sobre o setor automóvel norte-americano.
Fontes: CnEVPost, ChinaEVHome, The Electric Viking, Sustainability (via SNE Research).
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