A Dacia desistiu de um terceiro SUV para poder acelerar nos elétricos, e a razão está nas prioridades da marca
A Dacia suspendeu os planos para um terceiro modelo de segmento C, que se juntaria ao Bigster e ao recém-revelado Striker, optando por concentrar recursos na sua ofensiva elétrica. Katrin Adt, diretora-executiva da marca, confirmou a decisão à Autocar, numa altura em que grande parte da indústria automóvel hesita precisamente no sentido inverso, adiando ou reduzindo planos de eletrificação. “O Bigster foi muito bem recebido, vimos o potencial do Striker e, de momento, não temos outros planos” para esse terceiro modelo, resumiu Katrin Adt.
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Abrir o comparador →A decisão chega apesar do sucesso comercial do Bigster, que se tornou rapidamente o C-SUV mais vendido da Europa na segunda metade do ano passado, com a Dacia a estimar que o segmento C represente um terço das suas vendas totais até 2030. A marca nunca chegou a revelar detalhes concretos sobre como seria esse terceiro modelo, mas a Autocar já tinha avançado como hipóteses uma variante mais elegante e de perfil mais baixo do Bigster, ou uma versão ainda mais acessível do próprio Striker. Segundo a imprensa italiana, a Dacia justificou a decisão com o facto de ser “uma marca com um número limitado de produtos”, preferindo concentrar-se “na próxima geração do Sandero”, já com uma versão elétrica confirmada, tal como já noticiámos aqui em detalhe.

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Este redirecionamento de prioridades confirma exatamente a estratégia que já tínhamos explicado a propósito do Sandero elétrico: a Dacia comprometeu-se a lançar quatro novos modelos 100% elétricos até 2030, começando pela nova geração do Spring, já este ano, seguida do Sandero elétrico, previsto para 2027 ou 2028. Ao contrário da maioria da indústria, que atualmente pondera atrasar planos de eletrificação face a uma procura mais lenta do que o esperado em alguns mercados, a Dacia está a fazer o percurso oposto: sacrificar um modelo a combustão e híbrido já validado comercialmente, para libertar capacidade de engenharia e investimento para os seus futuros elétricos.
Fontes: Razão Automóvel, Autocar, Motorbox.
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