A GM cortou a produção do novo Chevrolet Bolt em 75%, segundo um dirigente sindical
A General Motors cortou em cerca de 75% o plano de produção do novo Chevrolet Bolt, segundo avançou a Reuters: de um objetivo inicial próximo das 150 mil unidades para cerca de 35 mil. A estimativa vem de Dontay Wilson, presidente da secção local do sindicato United Auto Workers (UAW) na fábrica de Fairfax, perto de Kansas City, e baseia-se no ritmo atual de produção diária, não num número oficial da GM.
O que diz a GM
A própria GM recusou confirmar um número concreto, limitando-se a dizer que "avalia continuamente as condições de mercado e a procura dos clientes" ao tomar decisões operacionais.
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Abrir o comparador →Não é a ideia de corrida limitada que é nova
Vale a pena um esclarecimento: a GM sempre tinha descrito o Bolt revivido como um modelo de "produção limitada", com o fim previsto para 2027 desde o início. O que muda agora é especificamente o volume, muito mais baixo do que inicialmente planeado, com a produção a terminar no primeiro trimestre de 2027, segundo a estimativa do sindicato, ainda que outro relatório aponte para uma possível continuação até ao ano-modelo 2028.

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Parte de um recuo mais amplo na estratégia elétrica da GM
Este corte segue-se a uma reorganização mais ampla da estratégia de elétricos da marca: no final de 2025, a GM já tinha parado temporariamente a produção de dois SUV elétricos da Cadillac na fábrica de Spring Hill, no Tennessee, e adiado indefinidamente o arranque de um segundo turno em Fairfax, precisamente a fábrica que viria a produzir o Bolt. Essa mesma fábrica vai agora passar a produzir também o Chevrolet Equinox e o Buick Envision a gasolina. Cerca de mil trabalhadores encontram-se atualmente em layoff indefinido, e o volume de produção mais baixo do que o esperado já atrasou os planos de reativar um segundo turno.
A explicação mais provável
Vários meios têm associado este tipo de corte ao fim do crédito fiscal federal de 7.500 dólares para a compra de elétricos nos EUA, que terá contribuído para um abrandamento mais geral da procura. Mary Barra, presidente executiva da GM, já tinha avisado para este risco em dezembro de 2024: "o crédito fiscal de 7.500 dólares está a impulsionar a procura; sem ele, isso vai abrandar."
Fontes: Reuters (via electrive.com), CBT News, InsideEVs, The Electric Viking.
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