A Renault promete investir mais de 10 mil milhões de euros em França nos próximos cinco anos, mas só se o contexto político o permitir
O presidente executivo da Renault, François Provost, anunciou que o grupo vai investir mais de 10 mil milhões de euros em França nos próximos cinco anos, sobretudo em carros elétricos e em modelos mais acessíveis. O anúncio foi feito no sábado, numa entrevista à rádio France Inter, e relatado pela Reuters. "Nos próximos cinco anos, se o contexto social e político o permitir, voltaremos a investir mais de 10 mil milhões de euros para continuar a avançar nos elétricos e a tornar os carros mais acessíveis", disse.
A condição que Provost deixou
Vale a pena um esclarecimento: não se trata de um compromisso incondicional. Segundo a Briefs Finance, que cita o presidente executivo, França representa cerca de 20% do negócio da Renault e 40% dos seus trabalhadores, e uma turbulência no país afetaria a empresa, os trabalhadores e os fornecedores. O Estado francês detém 15% da Renault. A electrive.com nota ainda que o grupo não especificou que fábricas e modelos vão beneficiar do investimento.
O que já foi investido, e o que se produz hoje
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Abrir o comparador →Nos últimos cinco anos, a Renault investiu 13 mil milhões de euros em França, para transformar a sua base industrial para os elétricos. Em 2025, as fábricas francesas produziram 500 mil carros, e a Renault espera produzir, em 2026, pelo menos mais 25%, graças ao aumento da produção de elétricos, o que levaria o total acima das 625 mil unidades.
Um mercado francês a acelerar

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O anúncio surge num momento de forte procura: os elétricos atingiram, em setembro, um recorde de 42% das matrículas de carros novos em França, impulsionados, segundo a Reuters, pela subida dos preços dos combustíveis desde o início da guerra no Irão. Em Portugal, como já tínhamos noticiado aqui, a quota dos elétricos foi ainda maior no mesmo mês, de 47,7%.
A estratégia por trás do dinheiro
O novo investimento enquadra-se no plano estratégico futuREady, apresentado pela Renault na primavera de 2026. O grupo vai continuar a desenvolver elétricos de gama mais alta, mas pretende dar mais atenção à eficiência de custos, e, apesar da diversificação da produção por outros países europeus, França continua a ser o centro de produção dos seus elétricos.
Imagem: Renault.
Fontes: electrive.com, Reuters, RTÉ, Investing.com, Briefs Finance.
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