A Xiaomi deixou de depender só da Nvidia e criou o seu próprio "cérebro" para a condução assistida
A Xiaomi revelou o Xring D100, o seu primeiro chip próprio dedicado à condução inteligente, tornando-se a mais recente marca chinesa a juntar-se a um grupo que já inclui a BYD, a Nio, a Xpeng e a Li Auto na corrida por processadores automóveis desenvolvidos internamente. A empresa apresenta-o como o primeiro chip de condução inteligente de alta capacidade computacional da China construído em processo de fabrico de 3 nanómetros, a mesma geração tecnológica mais avançada usada atualmente nos melhores processadores de smartphones do mundo.
Tecnicamente, o Xring D100 combina um CPU de 20 núcleos de alto desempenho com um NPU (unidade de processamento neural) de 16 núcleos, suporta até 160 GB de memória unificada, e consegue correr localmente, dentro do próprio carro, modelos de inteligência artificial com até 200 mil milhões de parâmetros, sem depender de ligação à nuvem para tomar decisões em tempo real. A potência de computação estimada situa-se entre os 700 e os 1.000 TOPS, um valor semelhante ao dos chips Turing da Xpeng e Xuanji A3 da BYD. Atualmente, os modelos SU7 e YU7 da Xiaomi usam chips Nvidia com 700 TOPS de potência, o que significa que o novo chip próprio já se posiciona, pelo menos em papel, ao nível do que a marca já oferece através de fornecedores externos.
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Abrir o comparador →A vantagem central de desenvolver silício próprio, segundo a análise da CarNewsChina, não é só de desempenho, é sobretudo económica e de integração: ao controlar toda a cadeia, do chip ao controlador de domínio e ao software de baixo nível, a Xiaomi consegue eliminar as margens de fornecedores externos e reduzir o custo total dos materiais à medida que a produção ganha escala. Ao contrário de um chip genérico, que exige adaptação extensa para funcionar bem com o software de condução de cada marca, o D100 foi desenhado especificamente à volta do modelo próprio de condução ponta-a-ponta da Xiaomi, batizado XLA, o que deverá permitir um melhor aproveitamento do hardware sem a perda de eficiência típica de soluções genéricas.

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O chip já concluiu toda a validação técnica, mas ainda precisa de passar por certificação automóvel completa antes de poder equipar carros de produção, com a Xiaomi a apontar para uso comercial em 2027, ainda sem confirmação de qual será o primeiro modelo a recebê-lo. A revelação aconteceu no mesmo dia em que a marca apresentou também o Xring O3, um processador topo de gama para smartphones, e o Xring O100, um acelerador de inteligência artificial, reforçando a ambição mais ampla da Xiaomi de construir um ecossistema unificado de software e hardware entre o telemóvel, a casa e o carro.
Fontes: CarNewsChina, Interesting Engineering, CnEVPost, The Electric Viking.
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