O Nissan Kicks vai finalmente chegar à Europa, mas não da forma que muitos esperavam
A Nissan confirmou que o Kicks, um dos seus modelos mais vendidos a nível mundial, com mais de 1,8 milhões de unidades vendidas em mais de 70 países desde 2024, vai finalmente chegar à Europa, dez anos depois da sua estreia global. A produção vai decorrer na fábrica de Sunderland, no Reino Unido, com um investimento de 170 milhões de libras (cerca de 198 milhões de euros).
Um híbrido “auto-carregável”, não um elétrico nem um plug-in
É essencial um esclarecimento técnico: o Kicks europeu vai usar o sistema e-Power de terceira geração da Nissan, em que as rodas são movidas exclusivamente por um motor elétrico, enquanto um pequeno motor a gasolina funciona apenas como gerador, sem nunca ligar diretamente às rodas, nem nunca se ligar à corrente elétrica através de uma tomada. É uma tecnologia distinta tanto de um elétrico puro como de um híbrido plug-in, mais próxima, na experiência de condução, de um elétrico do que de um híbrido convencional, mas sem exigir qualquer infraestrutura de carregamento.
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Este lançamento surge numa altura reveladora para a estratégia europeia da Nissan: já tínhamos noticiado aqui o Nissan Wave (ou Pixo), o futuro elétrico de entrada da marca, que estreia oficialmente a 23 de setembro, construído na fábrica da Renault em Novo Mesto, na Eslovénia, partilhando a base técnica do Twingo E-Tech e do novo Dacia Spring. Ao mesmo tempo, a Nissan travou os planos anteriores para um Qashqai totalmente elétrico em Sunderland, consolidando em vez disso a produção do Qashqai híbrido, do Juke, do Leaf, e agora também do Kicks, numa só linha de produção. Massimiliano Messina, presidente da Nissan para a região AMIEO, resumiu a filosofia por trás desta escolha: “eletrificação com escolha é o que os clientes europeus querem, e a introdução do Kicks demonstra ainda mais como a Nissan tem opções para todos.”
O que já se sabe, e o que ainda falta confirmar
Em dimensões, o Kicks mede 4.365 mm de comprimento, tornando-se um dos maiores SUV do segmento B na Europa, mais comprido até do que o próprio Juke (4.210 mm), posicionando-se entre este e o Qashqai na gama da marca. Vai competir diretamente com rivais como o Toyota C-HR, o Hyundai Kona e o Volkswagen T-Roc, todos também disponíveis com motorizações híbridas convencionais. A Nissan ainda não revelou a potência exata da versão europeia, nem o preço, nem a data concreta de chegada aos concessionários, embora a produção em Sunderland deva arrancar por volta de 2027. A fábrica britânica, que já produziu mais de 12 milhões de veículos desde 1986, vai assim reunir, a partir dessa data, dois híbridos convencionais (Qashqai e Kicks) e dois modelos totalmente elétricos (o futuro Juke elétrico e uma nova geração do Leaf), com um investimento total da Nissan em Sunderland já a atingir os 5 mil milhões de libras.
Fontes: Electrive, Carscoops, Motor1, EV Fleet World, AutoNext.
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