Um novo estudo eleva para 6 vezes o excesso real de emissões dos híbridos plug-in, acima do que o ICCT já tinha apontado
Já tínhamos noticiado aqui o estudo do ICCT que apontava para emissões reais dos híbridos plug-in 4,6 vezes superiores às homologadas. Um novo estudo, agora conduzido pela organização europeia Transport & Environment (T&E), eleva essa discrepância ainda mais: até 6 vezes mais dióxido de carbono do que o anunciado pelos fabricantes, com base na análise de mais de 220 mil automóveis híbridos plug-in em circulação real.
A mesma explicação técnica, confirmada por uma segunda fonte independente
A explicação central mantém-se consistente com o que já tínhamos explicado: o problema não é que os híbridos plug-in poluam mais do que outros carros, é que poluem muito mais do que aquilo que os próprios fabricantes anunciam nos catálogos. Combinar dois sistemas de tração distintos num único chassis gera restrições técnicas complexas, e, na prática, assim que a bateria se esgota, o motor a combustão passa a arrastar todo o peso adicional dos componentes elétricos, o que aumenta de forma acentuada o consumo de combustível fóssil face a um carro puramente a gasolina equivalente.
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Abrir o comparador →Uma tendência que não para de crescer, segundo a própria T&E

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O aspeto mais preocupante desta nova análise é a direção da tendência: segundo a T&E, esta discrepância entre emissões anunciadas e reais não está a estabilizar, está a agravar-se ano após ano, um padrão que também já tínhamos identificado no estudo anterior do ICCT, onde a diferença tinha subido de 3,5 vezes em 2021 para 4,6 vezes em 2023. Esta nova cifra da T&E, referente a dados mais recentes, sugere que essa trajetória de agravamento continua, e talvez até se esteja a acelerar.
Duas organizações independentes, a mesma conclusão de fundo
O facto de duas organizações distintas, o ICCT e a T&E, cada uma com metodologias e conjuntos de dados próprios, chegarem a conclusões tão semelhantes reforça significativamente a credibilidade do problema identificado. Já tínhamos explicado aqui como esta questão ganha particular relevância política, numa altura em que a Comissão Europeia propôs, a pedido da Alemanha, adiar a proibição de venda de carros novos a combustão prevista para 2035, substituindo-a por uma exigência de redução de 90% nas emissões face a 2021, com os híbridos plug-in a continuarem a ser vistos por vários fabricantes, sobretudo alemães, como uma peça central dessa transição mais gradual.
Fontes: PPLWare, Transport & Environment.
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