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O projeto europeu EV4EU, coordenado pelo INESC-ID, conclui os testes de carregamento bidirecional, com um piloto nos Açores

Redação Eletrificados · 10 de outubro de 2026·3 min de leitura
O projeto europeu EV4EU, coordenado pelo INESC-ID, conclui os testes de carregamento bidirecional, com um piloto nos Açores

O EV4EU, um projeto europeu de investigação sobre carregamento bidirecional coordenado pelo INESC-ID, concluiu quatro anos de trabalho, entre junho de 2022 e maio de 2026. Recebeu cerca de 9 milhões de euros de financiamento da União Europeia e juntou 16 parceiros e seis associados. O objetivo era testar como os carros elétricos podem funcionar como recurso flexível da rede elétrica, e não apenas como consumidores de energia.

Houve quatro pilotos, em Portugal, na Eslovénia, na Grécia e na Dinamarca. O português decorreu em São Miguel, nos Açores, com a Eletricidade dos Açores como parceira e a Direção Regional de Energia como entidade associada. Segundo o electrive, os pontos de carregamento, unidirecionais e bidirecionais, foram integrados em edifícios residenciais e instalações públicas, e os agregados familiares tiveram uma redução média de 8,6% nos custos de carregamento. O INESC-ID descreve o resultado de outra forma: uma descida de quase 10% nos custos de eletricidade das casas e um aumento da integração de energia renovável de 10% para perto de 22%. Em 2025, cerca de 47% dos veículos novos adquiridos nos Açores eram elétricos, de acordo com o INESC-ID, que estima em cerca de 6.000 os elétricos na região.

Do lado técnico, o projeto produziu um protótipo funcional de uma estação de carregamento bidirecional em corrente contínua, baseado no sistema CCS, e ferramentas de código aberto para os operadores de pontos de carregamento gerirem a comunicação em carregamento inteligente e bidirecional. O INESC-ID diz que a plataforma de carregamento inteligente atingiu maturidade tecnológica e que uma solução bidirecional para condomínios deverá chegar ao mercado em breve. Estima tração comercial para ambas a partir de 2027.

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As conclusões são prudentes. O carregamento bidirecional só funciona como fonte de flexibilidade se as necessidades de mobilidade dos condutores ficarem garantidas e se o envelhecimento da bateria for tido em conta, com algoritmos que limitem o desgaste adicional. A generalização exige comunicação coordenada, modelos de mercado adequados e incentivos para os participantes, e o passo seguinte é a implementação em maior escala, nas condições de rede e de mercado de cada país. O coordenador do projeto, Hugo Morais, disse que a abordagem pode aumentar as receitas e trazer benefícios diretos aos utilizadores. Num podcast do Público, em junho, apontou que persistem barreiras técnicas e regulatórias à utilização em grande escala.

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Nota editorial: cautela jornalística. Confirmámos de forma independente, no electrive, no INESC-ID e no site do projeto, a coordenação do INESC-ID, a duração, o financiamento, a lista de países-piloto e a realização do piloto em São Miguel. Os resultados do piloto português são reportados pelo projeto e não foram verificados por nós, e as fontes descrevem-nos de forma diferente: o electrive fala numa redução média de 8,6% nos custos de carregamento e num aumento de até 21,9% na integração de renováveis, e o INESC-ID numa descida de quase 10% nos custos de eletricidade das casas e numa subida de 10% para perto de 22% na integração de renováveis. O electrive não menciona os Açores, que constam do site do projeto e do INESC-ID. Nenhuma fonte indica o número de carregadores, edifícios ou agregados familiares do piloto português. A estimativa de tração comercial a partir de 2027 é do INESC-ID, e não encontrámos nenhuma data para o carregamento bidirecional estar disponível aos consumidores em Portugal.

Imagem criada por IA.

Fontes: electrive, EV4EU, INESC-ID (TRA2026), INESC-ID (evento nos Açores), INESC-ID (Público).

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