Três elétricos, três marcas, uma só engenharia: como o Grupo Renault decifrou a fórmula do elétrico barato
Já noticiámos aqui, separadamente, o Renault Twingo E-Tech, a nova geração do Dacia Spring, e o futuro elétrico de entrada da Nissan. O que talvez não tenha ficado tão claro é o quanto estes três carros, de três marcas diferentes, partilham por baixo da carroçaria: plataforma, motor elétrico, bateria, e boa parte dos restantes componentes vêm exatamente da mesma origem, uma estratégia deliberada do Grupo Renault para rentabilizar o desenvolvimento de uma única base técnica em vários modelos.
A mesma receita técnica, com temperos diferentes
O motor elétrico dos três carros deverá manter-se praticamente idêntico: 60 kW (82 cv) e 175 Nm de binário, com uma bateria de 27,5 kWh de capacidade. É precisamente essa partilha de plataforma, motor e bateria que permite a cada marca reduzir drasticamente os custos de desenvolvimento, e é a principal razão pela qual já é possível encontrar, cada vez mais, elétricos abaixo da barreira dos 20 mil euros, um patamar que ainda há pouco tempo parecia praticamente inatingível para carros novos com esta tecnologia.
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Abrir o comparador →Uma nota sobre o nome do terceiro elemento desta família
Vale a pena um esclarecimento sobre o terceiro modelo desta família, o da Nissan: diferentes fontes internacionais têm avançado nomes diferentes para este futuro elétrico, com “Wave” a ser o nome mais citado nas últimas semanas pela imprensa internacional, mas fontes nacionais mais recentes apontam também para a possibilidade de recuperar o nome histórico “Pixo”. Com a chegada ao mercado ainda prevista só para 2027, é possível que o nome definitivo ainda não esteja completamente fechado, e vamos continuar a acompanhar esta história para confirmar a versão final assim que a Nissan o fizer oficialmente.

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Onde cada marca ainda se distingue
Apesar da base comum, cada um dos três carros mantém uma personalidade própria. O Renault Twingo E-Tech, já disponível por 19.490 euros, foi o primeiro a chegar ao mercado. O novo Dacia Spring, que já noticiámos aqui com preços a partir dos 17 mil euros, aposta numa carroçaria mais robusta, o que ajuda a explicar uma autonomia ligeiramente inferior à do Twingo, apesar de superar claramente a geração anterior do próprio Spring. O futuro modelo da Nissan deverá posicionar-se com um preço próximo do do Twingo, sem grande margem para se afastar muito dessa referência, dado partilhar praticamente toda a engenharia central.
Porque é que esta estratégia de escala importa tanto
Esta abordagem confirma uma lição que já se tinha tornado clara com o sucesso comercial de cada um destes modelos isoladamente: fazer um elétrico verdadeiramente barato continua a ser um desafio ao alcance de poucos fabricantes, mas partilhar a mesma base técnica entre múltiplas marcas do mesmo grupo é, hoje, um dos caminhos mais eficazes para lá chegar, sem sacrificar por completo as margens de lucro de cada marca envolvida.
Fontes: Razão Automóvel.
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