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Mercado

O Grupo Volkswagen entregou 240.200 elétricos no terceiro trimestre, menos 4,7%, mas na Europa subiu quase 20% e nos EUA e na China caíram

Redação Eletrificados · 12 de outubro de 2026·4 min de leitura
O Grupo Volkswagen entregou 240.200 elétricos no terceiro trimestre, menos 4,7%, mas na Europa subiu quase 20% e nos EUA e na China caíram

O Grupo Volkswagen entregou 240.200 carros 100% elétricos no terceiro trimestre, menos 4,7% do que os 252.100 de há um ano, segundo a electrive. Os elétricos pesaram 12,7% das entregas do grupo, perto de um em cada oito carros.

O resultado geral foi pior. O grupo entregou cerca de 1,89 milhões de veículos, menos 14,3%, a maior queda trimestral desde o segundo trimestre de 2022, de acordo com a CBT News. A Reuters, que dá os mesmos totais, regista uma descida de 38,5% na China, o maior mercado do grupo, e de 5,8% na América do Norte. Na Europa Ocidental a queda foi de 2,8%, e na Europa Central e de Leste houve uma subida de 1,4%.

Nos elétricos, o que se ganhou na Europa compensou boa parte do que se perdeu fora. Na região foram entregues 209.100, mais 19,6%, enquanto nos EUA foram 5.100 (menos 86,4%), na China 18.000 (menos 30,1%) e no resto do mundo 8.100 (menos 43%). Por cálculo nosso, cerca de 87% dos elétricos do grupo foram entregues na Europa. A Volkswagen atribui a queda nos EUA ao fim dos incentivos do Governo e às tarifas de importação, e fala em dinâmica positiva na China graças a novos modelos desenvolvidos localmente, apesar da descida nos números.

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Por marca, a Škoda entregou 59.300 elétricos (mais 30%) e a Volkswagen de passageiros 73.900 (menos 22,4%). A diferença entre as duas caiu para menos de 15.000 unidades, de cerca de 50.000 há um ano. A Audi ficou nos 48.700 (menos 21,5%), a Seat e a Cupra nos 24.800 (mais 25,5%) e a Porsche nos 15.100 (mais 2,5%). Nos primeiros nove meses, o elétrico mais entregue do grupo foi o Škoda Elroq, com 92.200, à frente do Volkswagen ID.4 e ID.5, com 81.900, e do Škoda Enyaq, com 72.700.

Martin Sander, responsável de vendas do grupo, diz que no mercado europeu a tendência para os elétricos se acelerou de forma significativa, e que um em cada cinco modelos entregues na Europa já é 100% elétrico. A carteira de encomendas de elétricos na região subiu mais de 60%, e os elétricos valem cerca de 40% da carteira de encomendas, contra os 12,7% das entregas atuais, segundo a electrive. A nova família de elétricos urbanos, com o ID. Polo, o ID. Cross, o Škoda Epiq e o Cupra Raval, soma quase 150.000 encomendas, um número que a autoevolution descreve como anterior ao início das entregas. Já tínhamos noticiado que a Volkswagen recebe, na Alemanha, mais encomendas de elétricos do que de carros a combustão, e que o ID. Cross já está em produção em Espanha.

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Nos nove meses até setembro, o grupo entregou 678.700 elétricos, menos 5,4%, o que equivale a 11,3% das entregas totais. Os híbridos plug-in e os de autonomia estendida somaram 368.000, mais 23%, ou 6,1% do total. Como termo de comparação, já tínhamos noticiado que os elétricos representaram 16,8% das vendas da Mercedes-Benz no mesmo trimestre.

Os números do grupo que consultámos não discriminam Portugal. O ID. Polo já chegou ao mercado português e já foi testado pela Razão Automóvel.

Nota editorial: cautela jornalística.
Confirmámos em duas fontes independentes o total de cerca de 1,89 milhões de entregas, a queda de 14,3% e a descida de 38,5% na China (Reuters e CBT News), bem como a descida de cerca de 5% nos elétricos e a subida de quase 20% na Europa (electrive e CBT News). Não conseguimos confirmar de forma independente os números por marca e por modelo, a quota de 12,7%, a carteira de encomendas e os 40% de elétricos nessa carteira (a electrive não especifica se se refere ao grupo ou à Europa), que constam apenas da electrive, e os cerca de 150.000 pedidos dos quatro modelos urbanos, que aparecem também na autoevolution mas sem pormenor por modelo. A electrive escreve uma subida de 19,6% e, noutro ponto, de 19,4% na Europa; usámos 19,6%. A mesma fonte indica descidas de 30% na China e de 4% na América do Norte para todas as motorizações, valores que parecem corresponder aos nove meses, pelo que usámos os trimestrais da Reuters. Os 87% são um cálculo nosso. As posições da Volkswagen sobre os EUA e a China, e as declarações de Martin Sander, vêm da electrive e da Reuters. Não consultámos o comunicado do grupo.

Imagem: Volkswagen.

Fontes: electrive, Reuters, via Investing.com, CBT News, Quartz, autoevolution.

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