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A Tesla entra finalmente em produção de grande volume do Semi, sete anos depois do prometido

Redação Eletrificados · 26 de setembro de 2026·3 min de leitura
A Tesla entra finalmente em produção de grande volume do Semi, sete anos depois do prometido

A Tesla lançou, na noite de quinta-feira, a produção em grande volume do Semi na sua nova fábrica dedicada em Sparks, no Nevada, junto à Gigafactory Nevada. "As entregas começam agora", anunciou a Tesla Semi, numa sequência de publicações na rede social X. O camião elétrico Classe 8 foi revelado em 2017, com produção prometida para 2019; sete anos depois, a Tesla afirma finalmente ter arrancado a sério.

Uma fábrica pensada para produzir em grande escala

A nova unidade ocupa 1,8 milhões de pés quadrados, com capacidade para 50 mil camiões por ano, cerca de mil por semana, e deverá criar mais de três mil postos de trabalho durante a fase de aumento de produção, segundo Dan Priestley, diretor de engenharia do programa Semi da Tesla. A fábrica produz todas as variantes do camião, incluindo a versão europeia, na mesma linha, e a Tesla optou por trazer grande parte do fabrico para dentro de casa: em vez de montar apenas componentes de fornecedores, a fábrica produz as suas próprias estampagens, baterias, eixos motrizes, sistemas de distribuição de alta tensão, módulos de arrefecimento e bancos.

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O Semi de produção é significativamente diferente do protótipo mostrado em 2017: passou a usar as células 4680 da própria Tesla, em vez das células 2170 fornecidas por parceiros, o que a marca diz ter contribuído para um consumo de energia mais baixo e custos menores. O peso total desceu cerca de 450 kg, graças a uma arquitetura de baixa tensão de 48V e a uma caixa de bateria otimizada, e a direção passou a ser totalmente assistida eletricamente. A versão Standard Range tem uma autonomia estimada de 523 km, e a Long Range chega aos 805 km com carga total, com clientes a validarem estes números em operação real; com cargas mais leves, a Tesla diz que o camião consegue ultrapassar os 965 km.

A proposta económica da Tesla

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A rede de Megachargers da Tesla, concentrada sobretudo na Califórnia, no Texas e na costa este dos EUA, permite recuperar até 60% da autonomia em 30 minutos. A marca resumiu a sua proposta económica num único gráfico: o custo por quilómetro de um camião a gasóleo, a 7 milhas por galão e com o preço do gasóleo disparado este ano, ronda os 0,80 dólares, contra 0,20 a 0,30 dólares no Semi, com um consumo de 1,7 kWh por milha às tarifas elétricas de transporte. A Tesla afirma ainda que a frota já em circulação regista mais de 98% de tempo de disponibilidade em 2026, exigindo "praticamente nenhuma manutenção".

Já com clientes à espera

Como já tínhamos noticiado aqui, a Tesla fechou recentemente a maior encomenda de sempre de camiões elétricos nos EUA, através da aliança ZET SCALE, com 2.500 unidades. No evento de lançamento, a Tesla entregou já as primeiras chaves a clientes como a PepsiCo, a DHL e a US Foods. Elon Musk não esteve presente na cerimónia, por estar num jantar de Estado em Washington D.C., mas dirigiu-se aos convidados através de um vídeo pré-gravado, descrevendo o Semi como "um produto revolucionário para o transporte de mercadorias pesadas" e prometendo que os camiões vão receber, no futuro próximo, uma versão da tecnologia de condução autónoma da Tesla.

Uma concorrência que já ia na frente

A Tesla chega tarde a um mercado onde outros já se estabeleceram: a Volvo revelou o seu próprio camião elétrico um ano depois do Semi, em 2018, mas entrou em produção de grande volume já em 2019, e lidera atualmente as vendas globais de camiões elétricos, tanto na Europa como na América do Norte. A Daimler Truck também já vende camiões elétricos de série. O atraso da Tesla representa, ainda assim, um desafio credível a essa liderança, dada a vantagem de custo e autonomia que a marca reivindica para o Semi.

Fontes: Electrek, DriveTeslaCanada, CNBC, autoevolution.

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