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O Reino Unido arrisca ficar de fora do "Made in Europe" se não travar os elétricos chineses

Redação Eletrificados · 26 de setembro de 2026·2 min de leitura
O Reino Unido arrisca ficar de fora do "Made in Europe" se não travar os elétricos chineses

A União Europeia comunicou formalmente ao governo britânico, liderado por Andy Burnham, que o Reino Unido precisa de subir as tarifas aplicadas aos automóveis elétricos fabricados na China, e de alinhar mais de perto a sua política comercial com a de Bruxelas, segundo avançou o Financial Times. A exigência surge como condição para que os produtos britânicos possam beneficiar de tratamento preferencial ao abrigo do plano europeu "Made in Europe".

A diferença de tarifas que preocupa Bruxelas

A UE aplica atualmente tarifas até 45% aos elétricos chineses, com taxas específicas por fabricante: 17% para a BYD, 18,8% para o Geely Group, 35,3% para o SAIC Group, e 7,8% para a produção da Tesla em Xangai. O Reino Unido, por seu lado, manteve apenas uma tarifa de 10%, não tendo seguido a subida decidida pela UE em 2024. O resultado é que os elétricos fabricados na China já representam cerca de 16% do mercado britânico de carros novos. Bruxelas teme que esta diferença transforme o Reino Unido numa "porta das traseiras" para a entrada de veículos baratos no mercado único europeu.

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A solução mais simples, segundo Bruxelas

Um responsável europeu disse ao Financial Times que a forma mais completa de resolver o problema seria o Reino Unido voltar a integrar a união aduaneira da UE, algo que resolveria "a maior parte dos problemas" relacionados com o plano "Made in Europe" e com a própria diferença de tarifas.

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A resposta do lado britânico

O governo de Andy Burnham já excluiu formalmente um regresso à união aduaneira, mas o primeiro-ministro reconheceu esta semana que ficar de fora do "Made in Europe" seria um golpe para a indústria automóvel britânica, e sinalizou que vai trabalhar para que o Reino Unido seja visto como um "parceiro fiável" ao abrigo das novas regras europeias.

Uma pressão que já se sente

A UE já começou este mês a monitorizar, remessa a remessa, as exportações britânicas de dióxido de titânio, uma medida amplamente interpretada como uma forma de pressão nesta disputa mais ampla. A indústria automóvel britânica, que fornece componentes às cadeias de produção europeias e vende veículos em todo o bloco, vê como uma ameaça séria uma eventual exclusão das regras de "fabricado na Europa".

Fontes: Financial Times (via AM-online e GB News), Brussels Morning, Seoul Economic Daily.

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