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Londres propõe que, a partir de julho de 2028, só os elétricos a bateria possam obter novas licenças de TVDE

Redação Eletrificados · 23 de outubro de 2026·3 min de leitura
Londres propõe que, a partir de julho de 2028, só os elétricos a bateria possam obter novas licenças de TVDE

A Transport for London (TfL) propõe que, a partir de 3 de julho de 2028, só os carros totalmente elétricos a bateria possam obter uma licença nova de veículo de aluguer privado, a categoria londrina equivalente aos TVDE, que inclui plataformas como a Uber e a Bolt e os minicabs. Os veículos acessíveis a cadeiras de rodas teriam mais tempo, até 1 de julho de 2030. A proposta foi apresentada na quinta-feira e está em consulta pública até às 23h59 de 2 de dezembro. Ainda não é regra.

Ficariam de fora das licenças novas os carros a gasolina, a gasóleo e os híbridos, entre eles os híbridos plug-in, segundo a electrive. A TfL diz que outras tecnologias poderão vir a cumprir os critérios, mas o texto visa os elétricos a bateria. O limite aplica-se apenas a veículos que ainda não estão licenciados, e não aos que já circulam.

Já hoje, desde 1 de janeiro de 2023, os carros novos licenciados nesta categoria têm de ser «capazes de emissões zero», segundo a BusinessGreen. Na prática, isso admite híbridos plug-in. Em setembro, a TfL tinha 94.661 veículos de aluguer privado licenciados em Londres, dos quais 35,5% eram totalmente elétricos, cerca de 33.600 (conta nossa), e 35,2% híbridos plug-in. Mais de 70% tinham, por isso, capacidade de emissões zero. A TfL ressalva que os que não são totalmente elétricos podem emitir pelo escape quando circulam sem energia elétrica.

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O pacote inclui outras medidas, a partir de 1 de março de 2027. A TfL propõe deixar de aprovar novos sistemas de conversão a GPL e a GNV e novos sistemas de pós-tratamento de escape, encurtar de 24 para 12 meses o prazo em que um veículo com licença caducada pode voltar a ser licenciado sem ser tratado como novo, e impedir que um veículo continue licenciado depois de fazer dez anos. A TfL continua também a ponderar um requisito de zero emissões para os táxis londrinos.

A TfL estima que, face às regras atuais, a medida reduza em 9% os óxidos de azoto e em 35% o CO2 dos veículos de aluguer privado ao fim de dez anos, e em 97% ao fim de 18. São projeções da entidade, não resultados medidos. Cada um destes veículos percorre em média cerca de 30.500 km por ano, contra cerca de 9.400 km de um carro médio em Londres, e a cidade tem mais de 29.500 pontos de carregamento públicos, cerca de um terço do total do Reino Unido, dos quais mais de 2.000 rápidos ou ultrarrápidos, segundo a TfL.

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Christina Calderato, diretora de estratégia da TfL, diz que a consulta pretende acelerar a transição para uma frota de emissões zero. O vice-presidente da câmara para os Transportes, Seb Dance, convida todos a participar. Nas fontes consultadas não há reações de plataformas, de operadores nem de motoristas.

Nota editorial: cautela jornalística.
Confirmámos de forma independente, com fontes próprias, as datas de 3 de julho de 2028 e 1 de julho de 2030, o prazo da consulta, os números da frota e as medidas associadas (comunicado da TfL distribuído pela EuropaWire, TaxiPoint, Thames Gazette, DM News e electrive). Não conseguimos aceder à página da consulta no sítio da TfL, pelo que estas fontes partem do mesmo comunicado e não as tratamos como confirmação independente das posições da própria TfL. As fontes divergem na forma de descrever os híbridos: a electrive diz que os plug-in ficariam excluídos, e o comunicado fala em carros totalmente elétricos e admite que outras tecnologias possam vir a cumprir os critérios. As estimativas de redução de emissões são previsões da TfL.

Imagem criada por IA.

Fontes: electrive, EuropaWire (comunicado da TfL), TaxiPoint, Thames Gazette, DM News, BusinessGreen.

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