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Bateria

A GM vai produzir um novo tipo de bateria mais barato, feito quase sem cobalto, com quase o dobro da energia do LFP

Redação Eletrificados · 30 de setembro de 2026·2 min de leitura
A GM vai produzir um novo tipo de bateria mais barato, feito quase sem cobalto, com quase o dobro da energia do LFP

A Ultium Cells, joint-venture entre a General Motors e a LG Energy Solution, anunciou que vai transformar a sua fábrica de Spring Hill, no Tennessee, na primeira do mundo a produzir em massa células de bateria prismáticas de lítio rico em manganês, conhecidas pela sigla LMR. Segundo a empresa, esta nova química promete 33% mais densidade energética do que as melhores baterias LFP atuais, a um custo semelhante.

Uma química diferente, e mais barata

As células LMR usam uma composição de cerca de 35% níquel e 65% manganês, praticamente sem cobalto, o material mais caro habitualmente usado nos cátodos das baterias atuais de alto teor de níquel. O manganês é abundante e barato, o que ajuda a explicar como a GM espera manter o custo comparável ao do LFP, mas com mais energia armazenada.

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Além da química, a GM aposta no formato prismático, células retangulares mais fáceis de integrar nos packs de bateria, especialmente em veículos de maiores dimensões. Segundo a marca, este formato reduz em 75% o número de componentes de cada módulo de bateria, e em 50% o total de componentes do pack completo, somando poupanças adicionais às da própria química.

Uma aposta diferente da europeia

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Vale a pena um contraste: o responsável de baterias da GM já sugeriu que o LFP pode nunca vir a fazer parte da gama da marca, ao mesmo tempo que fabricantes europeus como a Volkswagen e a Stellantis continuam a apostar fortemente na produção de LFP, como já tínhamos noticiado aqui a propósito da falta de baterias da Stellantis em França. São duas apostas estratégicas diferentes para o mesmo problema: baixar o custo das baterias sem perder autonomia.

Os números e o calendário

A GM e a LG Energy Solution vão investir 1.000 milhões de dólares neste projeto, com os trabalhos a arrancarem este ano e a fábrica a ficar pronta em 2028. A tecnologia destina-se inicialmente à plataforma de camiões elétricos e SUV de grandes dimensões da marca, com o objetivo de ultrapassar as 400 milhas (cerca de 640 km) de autonomia. Testes da LG Energy Solution mostraram uma retenção de 92,2% da capacidade da bateria ao fim de 883 ciclos de carga. Para comparação, o atual Chevrolet Silverado EV, o elétrico de maior autonomia da GM, já oferece até 478 milhas (770 km) com a atual química de alto teor de níquel, a partir de 55.895 dólares.

Fica ainda por esclarecer de onde virá o manganês necessário para esta produção em larga escala, um pormenor que nenhuma das empresas detalhou até agora.

Fontes: Electrek, The Electric Viking, TheNextWeb, StarNews Korea.

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