A NHTSA investiga o openpilot da comma.ai depois de cinco acidentes com três mortos
A NHTSA, a agência norte-americana de segurança rodoviária, abriu a 21 de setembro uma avaliação preliminar formal, identificada como PE26007, ao openpilot, o sistema de condução assistida da comma.ai, depois de cinco acidentes em que veículos equipados com o sistema colidiram com carros parados ou a circular lentamente, na mesma faixa de rodagem. Três pessoas morreram e onze ficaram feridas nesses acidentes. A investigação abrange um universo estimado de 30 mil dispositivos comma three, comma 3X e comma four.
O que é o openpilot
Ao contrário de um sistema instalado de fábrica por um fabricante automóvel, a comma.ai vende um dispositivo à parte, que os próprios condutores instalam nos seus carros, desde que sejam compatíveis. O sistema usa câmaras no próprio dispositivo, em conjunto com sensores já existentes no veículo, apoiado por uma rede neuronal treinada com milhões de quilómetros de condução. A própria comma.ai afirma no seu site que o condutor tem de se manter atento e pronto a retomar o controlo do veículo a qualquer momento, e o dispositivo inclui um sistema de monitorização do condutor, também baseado em câmara, para detetar distração ou sonolência.
O que aconteceu nos acidentes
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Abrir o comparador →Segundo a NHTSA, o sistema estava ligado ou ativo em vários dos acidentes analisados, e uma primeira revisão dos dados sugere que o openpilot "pode não ter detetado ou respondido adequadamente aos veículos na mesma faixa". Um dos casos parece corresponder a um acidente de fevereiro deste ano, em Ascension Parish, na Luisiana, no qual um Toyota RAV4 de 2022, a correr uma versão modificada do openpilot chamada FrogPilot, embateu num carro-patrulha da polícia local, devidamente identificado, parado na faixa esquerda com os sinais luminosos de emergência ligados.
Também inclui versões modificadas

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A investigação não se limita ao software oficial da comma.ai: a NHTSA vai também analisar incidentes que envolvam "forks", versões modificadas por terceiros a partir do código aberto do openpilot, avaliando que componentes essas versões partilham com o software original.
Uma empresa com histórico com a NHTSA
Não é a primeira vez que a comma.ai lida com a agência: em 2016, a NHTSA enviou uma ordem especial a George Hotz, fundador da empresa, relativamente ao seu primeiro produto, o "comma one", e Hotz optou por cancelar o produto em vez de responder às exigências da agência. A empresa passou então a disponibilizar o openpilot como código aberto, vendendo apenas o hardware como "kits de desenvolvimento". A estratégia resultou em crescimento: a comma.ai afirma hoje ter mais de 30 mil dispositivos em uso, com mais de 400 milhões de quilómetros percorridos, reclamando ser a segunda maior em quilómetros percorridos sem intervenção do condutor, atrás apenas da Tesla. O modelo mais recente, o comma four, foi lançado em novembro do ano passado, por 999 dólares, com suporte para mais de 350 modelos de automóveis.
Um padrão já visto antes
O tipo de acidente sob investigação não é novo para a NHTSA: é o mesmo padrão que levou a agência a investigar o Autopilot da Tesla em 2021, na sequência de colisões contra veículos de emergência parados, uma investigação que acabou por resultar numa recolha de cerca de dois milhões de Tesla para adicionar mais alertas ao condutor.
Fontes: NHTSA, Electrek, TechCrunch, DriveTeslaCanada.
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