A Waymo diz ter evitado 841 acidentes com feridos em mais de 436 milhões de quilómetros autónomos
A Waymo divulgou novos dados de sinistralidade cobrindo mais de 436 milhões de quilómetros percorridos de forma totalmente autónoma até ao final de junho deste ano, mais 80 milhões de quilómetros do que na atualização anterior, referente ao final de março. Segundo a empresa, os seus robotáxis registaram uma redução de 82% nos acidentes com feridos, face ao que seria expectável com condutores humanos a percorrer a mesma distância, o equivalente a 841 acidentes com feridos evitados.
Os números, categoria a categoria
A diferença é ainda maior nos casos mais graves: a Waymo regista 95% menos acidentes com ferimentos graves ou piores, o equivalente a "20 vezes menos", segundo a própria empresa, correspondendo a cerca de 55 acidentes graves evitados. Os números também melhoram para os utilizadores da via mais vulneráveis: 93% menos acidentes com feridos envolvendo peões, 86% menos envolvendo ciclistas, e 82% menos envolvendo motociclistas. A ativação de airbags, somando todos os tipos de acidente, caiu também 82%.
Como foram feitas as contas
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Abrir o comparador →A metodologia compara a taxa de acidentes da própria Waymo com valores de referência para condutores humanos, à mesma distância percorrida. A análise cobre os cinco mercados onde a Waymo opera há mais tempo: Phoenix, com 148 milhões de quilómetros percorridos, a área da baía de São Francisco, com 133 milhões, Los Angeles, com 108 milhões, Austin, com 34 milhões, e Atlanta, com 14 milhões. Mercados mais recentes, como Denver, São Diego e Tampa, ainda não estão incluídos nestes dados. A Waymo opera atualmente uma frota superior a 4.000 veículos, percorrendo mais de 6,4 milhões de quilómetros por semana, segundo os números mais recentes da empresa.
Um esclarecimento sobre a comparação

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A própria Waymo nota que os dados de acidentes com condutores humanos tendem a ficar aquém da realidade: segundo a empresa, cerca de 60% dos acidentes só com danos materiais e cerca de 32% dos acidentes com feridos, envolvendo condutores humanos, nunca chegam a ser reportados à polícia, o que sugere que a vantagem de segurança real pode ser ainda maior do que os números indicam.
Nem tudo tem sido perfeito
Nem tudo tem corrido sem sobressaltos para a Waymo: em julho, Jonathan Morrison, administrador da NHTSA, escreveu às empresas de condução autónoma, incluindo a Waymo, exigindo que parassem de interferir com o trabalho da polícia, bombeiros e paramédicos em cenários de emergência, sublinhando que "cenários de emergência não são casos raros ou extremos". Em agosto, um peão morreu em Dallas depois de ser atropelado por um SUV e projetado para o caminho de um Waymo vazio; a polícia não considerou o Waymo responsável pelo incidente.
"Os nossos dados de segurança mais recentes mostram que o Waymo Driver continua a tornar as estradas mais seguras para todos", escreveu a empresa na rede social X.
Fontes: Waymo, Electrek, Carscoops, eletric-vehicles.com.
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