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Bruxelas diz que o entendimento com Pequim pode cortar em mais de metade as exportações de híbridos chineses, mas ainda sem números nem calendário

Redação Eletrificados · 9 de outubro de 2026·4 min de leitura
Bruxelas diz que o entendimento com Pequim pode cortar em mais de metade as exportações de híbridos chineses, mas ainda sem números nem calendário

O comissário europeu do Comércio, Maroš Šefčovič, anunciou em Pequim um entendimento com a China sobre as exportações de híbridos e híbridos plug-in para a União Europeia, que, segundo ele, poderá reduzi-las em mais de metade, de acordo com a CNN Portugal. Depois de dois dias de reuniões com o ministro chinês do Comércio, Wang Wentao, Šefčovič falou num primeiro passo crucial e disse que o acordo significaria menos vários milhões de carros importados ao longo de quatro anos. A hipótese de a China limitar estas exportações de forma voluntária já tinha sido avançada pelo Financial Times a 17 de setembro.

Os detalhes são escassos. O Ministério do Comércio chinês confirmou o entendimento e disse que cumpre as regras da OMC, mas não divulgou termos nem a dimensão de qualquer redução, segundo o CnEVPost. A Comissão não explicou como a redução será aplicada, de acordo com o eldiario.es e a CNN Portugal, e não há valor de referência, calendário nem mecanismo, como quotas ou tarifas. Pequim publicou um documento com 16 pontos que, segundo o South China Morning Post, lista sobretudo novas conversações. A UE ainda não divulgou um texto equivalente.

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A China prometeu melhorar o acesso das empresas europeias ao seu mercado e continuar a acelerar as licenças de exportação de terras raras e de ímanes permanentes para a UE. As duas partes vão prosseguir as negociações sobre os preços mínimos e a revisão do processo antissubvenções da UE aos elétricos chineses, e explorar reduções de tarifas em alguns produtos. Está prevista uma videoconferência ministerial em janeiro de 2027 e uma terceira reunião do mecanismo de consulta em março.

A ACEA, associação dos construtores europeus, considerou o anúncio um passo na direção certa, mas lembrou que continuam por resolver questões como o impacto das importações nos segmentos dos autocarros e dos camiões, segundo o eldiario.es. O Ministério do Comércio chinês pediu à Alemanha e à França que não politizem as questões económicas, depois de o chanceler Friedrich Merz e o Presidente Emmanuel Macron terem escrito à Comissão a pedir um instrumento de resposta à China.

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Em Portugal, as marcas chinesas somaram 14.423 matrículas de ligeiros de passageiros entre janeiro e julho, 9,3% do mercado e mais 122,8% do que um ano antes, segundo dados da ACAP citados pelo Izzycar. Nas fontes consultadas, não encontrámos dados sobre a quota dos híbridos chineses em Portugal nem uma reação do Governo ou da ACAP a este entendimento.

Nota editorial: cautela jornalística.
Confirmámos de forma independente, na CNN Portugal, no eldiario.es, no South China Morning Post e no CnEVPost, que o entendimento foi anunciado a 9 de outubro, depois de conversações em Pequim entre Maroš Šefčovič e Wang Wentao, e que não foram divulgados valor de referência, calendário nem mecanismo. Não conseguimos confirmar de forma independente o valor da redução. A formulação de que as exportações podem cair em mais de metade e de que isso corresponde a vários milhões de carros em quatro anos é de Šefčovič, e a China não a confirmou. Vale a pena um esclarecimento: o título da CNN Portugal diz que o acordo deverá suspender mais de metade das exportações, mas o corpo do texto diz que as poderá reduzir, e o eldiario.es titula a redução a metade, enquanto no texto só refere vários milhões de carros em quatro anos. Seguimos a formulação mais prudente. Os dados sobre a quota dos híbridos chineses na Europa também divergem: a nossa notícia de 18 de setembro, que seguia o Financial Times, indicava mais de 33%, e o eldiario.es, citando a ACEA, fala em quase um quarto das vendas de híbridos na Europa em agosto. Não os conseguimos reconciliar e por isso não os usámos aqui. Os dados portugueses sobre as marcas chinesas vêm de uma única fonte, o Izzycar.

A imagem que ilustra esta notícia foi gerada por inteligência artificial e não corresponde a uma fotografia real.

Fontes: CNN Portugal, eldiario.es, South China Morning Post, CnEVPost, Izzycar.

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