Estado sólido: quem promete o quê para 2027, e o que ainda falta provar
O ano de 2027 aparece em quase todos os calendários das baterias de estado sólido: a BYD, a CATL, a Geely, a Chery e a Toyota apontam para ele ou para o seguinte. Mas não prometem a mesma coisa, e ainda não há nenhum carro à venda com baterias totalmente de estado sólido. O mais próximo são as células semissólidas: a MG chamou ao MG4, lançado em agosto do ano passado, o primeiro elétrico semissólido de produção em massa, uma afirmação que a Electrek pôs em dúvida.
Três tipos de promessa
Convém separar três coisas: testes em estrada com protótipos, pequenas séries ou frotas de demonstração, e produção para carros normais. Quase todas as datas de 2027 pertencem aos dois primeiros grupos. O terceiro, segundo a Electrek, não é esperado antes de 2029 ou 2030, e o plano quinquenal chinês, divulgado esta segunda-feira, fala precisamente numa "primeira aplicação em larga escala" até 2030.
Na China, 2027 é o ano dos primeiros carros
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Abrir o comparador →A BYD diz, pela voz de Stella Li, que terá em 2027 um primeiro modelo com esta tecnologia, em lotes limitados, com eletrólito de sulfureto, nos modelos mais caros primeiro e com produção em massa por volta de 2030. A CATL fala em produção-piloto em pequena escala em 2027, mas o seu presidente, Robin Zeng, situou em junho o estado atual da tecnologia no nível 4 de uma escala de 9, em que o 9 significa pronta para produção em massa. A Geely prevê concluir este ano o primeiro pack e validá-lo num veículo, e lançar a partir de 2027 uma implantação-piloto nas suas marcas, entre elas a Volvo, a Polestar, a Zeekr e a Lynk & Co, com um pack de topo de 500 Wh/kg, mas ainda sem dizer que modelos o recebem primeiro. A Chery vai começar testes reais em 2027, com um investimento de 10 mil milhões de yuans (cerca de 1.300 milhões de euros) e células de 400 a 600 Wh/kg, e o seu presidente garante que não aplicará nenhuma solução que não seja suficientemente segura. A Gotion, apoiada pela Volkswagen, a CALB e a Farasis, apoiada pela Mercedes, também apontam para 2027 nos testes, com produção comercial entre 2029 e 2032.
A Toyota, a mais veterana

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A Toyota diz que, entre 2027 e 2028, começará a produzir baterias de estado sólido para elétricos, e só depois lançará as bases da produção em massa, com a Idemitsu a construir uma fábrica de eletrólitos prevista para o fim de 2027. A marca mostrou um protótipo que, segundo ela, faria 1.200 km e carregaria em menos de dez minutos. É uma história com calendário movediço: a Toyota começou por apontar para 2020, depois para 2023, depois para 2026.
No Ocidente, mais prudência
A Mercedes-Benz fez um EQS modificado, com células da Factorial, percorrer cerca de 1.200 km com uma só carga, mas diz que só lançará a tecnologia antes do fim da década; como já tínhamos noticiado aqui, garantiu entretanto acesso prioritário às células Gen4 da ProLogium. A Stellantis começou este ano a testar em estrada um Dodge Charger com células semissólidas da Factorial.
Como ler estes calendários
Segundo a Road Ethos, todos os calendários credíveis apontam para os modelos premium primeiro, e para uma paridade de custo com o lítio só por volta de 2030. Na prática, "2027" significa o primeiro carro com esta tecnologia, não o carro que qualquer condutor pode comprar. Nem a própria BYD disse ainda qual será o seu modelo.
Fontes: Toyota, CnEVPost, CarNewsChina, Electrek, Engadget, IAA Mobility.
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