A ProLogium apresentou um eletrólito para a Gen4 que promete carregar dos 5% aos 80% em 6,4 minutos, mas só a condutividade foi acompanhada pela SGS
A ProLogium, fabricante taiwanesa de baterias de cerâmica de lítio, apresentou a 8 de outubro, antes do Salão de Paris, o eletrólito DCN (Dynamic Coordination Network) da sua bateria Gen4, que descreve como um terceiro mecanismo de transporte de iões de lítio, além dos eletrólitos líquidos e sólidos. A empresa diz que a bateria carrega dos 5% aos 80% em 6,4 minutos, um valor que já tínhamos referido a propósito do acordo com a Mercedes-Benz.
Segundo o comunicado, num eletrólito líquido os iões difundem-se com a ajuda do solvente e num sólido saltam através de uma estrutura rígida. No eletrólito inorgânico superfluidizado (SFIE), ligandos criam percursos dinâmicos de curto alcance, e o material comporta-se como um fluido não newtoniano: flui quando sofre tensão e solidifica quando ela desaparece, o que reduz a necessidade de pressão elevada sobre as células.
A condutividade iónica chega a 57 mS/cm à temperatura ambiente, em testes acompanhados pela SGS, segundo a ProLogium. Os restantes valores vêm de testes internos da própria empresa: carga dos 5% aos 80% em 6,4 minutos, mais de 1.000 ciclos de carga rápida, mais de 90% da capacidade a -20 °C e descargas até 15C. A bateria inclui um mecanismo de segurança ativo que, por volta dos 125 °C, neutraliza materiais reativos dos elétrodos e interrompe a fuga térmica. O comunicado descreve o mecanismo, mas não apresenta resultados de testes de segurança nem identifica nenhuma entidade certificadora. Também não indica a densidade de energia, que a página técnica da empresa dá como 360 a 400 Wh/kg, igualmente sem condições de teste.
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Abrir o comparador →O comunicado não diz qual é o formato, a capacidade e a corrente das células testadas, nem a temperatura ambiente do ensaio dos 6,4 minutos. O ELE Times, que repete o comunicado, lembra que o valor é da empresa e que o tempo real depende da temperatura, do carregador, do desenho da célula e da gestão da bateria.
A Mercedes-Benz tem acesso prioritário às células Gen4 para testes elétricos, térmicos e de segurança, e o comunicado não traz resultados. A FEV mostra no Salão de Paris um módulo com células da ProLogium e a OPmobility um protótipo de bateria. A empresa produz em Taoyuan, em Taiwan, e a fábrica de Dunquerque, em França, começou as obras em fevereiro, com uma primeira fase de 4 GWh por ano, a atingir progressivamente até 2030, e uma capacidade máxima de projeto de 44 GWh. Num documento enviado à SEC a 10 de setembro, a ProLogium escreve que prepara a produção em massa da Gen4 em Taiwan para o início de 2027, sujeita a validação, cadeia de abastecimento, aumento de escala e qualificação de clientes, e que ainda se encontra nas fases iniciais de comercialização.

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A ProLogium quer entrar na bolsa Nasdaq com o símbolo PRLG, através de uma fusão com a TDAC acordada em maio. Nesse documento de 10 de setembro, a data da assembleia da TDAC ainda estava em branco, e o prazo do acordo termina a 31 de março de 2027. O comunicado de 8 de outubro foi enviado à SEC como comunicação dessa fusão e inclui os avisos habituais de que os resultados podem diferir do previsto.
Nota editorial: cautela jornalística.
Lemos o comunicado de 8 de outubro, na reprodução do Manila Times e no documento enviado à SEC, e uma parte do documento F-4/A de 10 de setembro, sem os fatores de risco. Todos os valores de desempenho são da ProLogium, e não os confirmámos de forma independente. Só a condutividade tem acompanhamento de um terceiro, a SGS, cujo relatório não vimos. Não encontrámos testes independentes da Gen4 nem resultados da Mercedes-Benz. O ELE Times e o Manila Times repetem o comunicado. O único relatório independente que encontrámos, citado pela Electrek, é da TÜV e diz respeito à geração anterior, a Gen 3.5, com 381 Wh/kg, pelo que não vale para a Gen4. Um comunicado da empresa de 2025 falava em carregar dos 5% a 60 a 80% em 4 a 6 minutos, uma formulação diferente da de agora. A expressão de que se trata de um terceiro mecanismo de transporte de iões é da ProLogium, e não a avaliámos.
Imagem: ProLogium.
Fontes: ProLogium (comunicado de 8 de outubro e página técnica); SEC (formulário 425 e F-4/A); Electrek; ELE Times.
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