O Euro 7 passa a exigir que as baterias dos novos modelos elétricos e plug-in mantenham 80% da capacidade aos 100.000 km e 72% aos 160.000 km, a partir de 29 de novembro
O Euro 7, previsto no Regulamento (UE) 2024/1257, começa a aplicar-se a 29 de novembro de 2026 aos novos tipos de carros de passageiros e de comerciais ligeiros, e a 29 de novembro de 2027 a todos os veículos novos matriculados. Além dos gases de escape, a norma inclui agora requisitos de durabilidade para as baterias de tração dos elétricos e dos híbridos plug-in.
Num carro de passageiros, a bateria tem de manter pelo menos 80% da capacidade de referência até cinco anos ou 100.000 km, e pelo menos 72% até oito anos ou 160.000 km, conta o limite que for atingido primeiro. Nas comerciais ligeiras da categoria N1, segundo a InterRegs, que reproduz o regulamento, os mínimos são 75% e 67%.
São valores mínimos, e não previsões de perda. Os 160.000 km são o fim do segundo período, não uma duração garantida, e a Razão Automóvel lembra que estes limites são diferentes das garantias comerciais dos fabricantes. O electrive, a propósito da adoção britânica das mesmas regras, escreve que os fabricantes terão de instalar monitores normalizados do estado de saúde da bateria (SoH), o que permitirá comparar carros de marcas e motorizações diferentes, mas o texto não descreve o método de medição.
O comparador de elétricos mais completo em Portugal
Autonomia real por clima e trajeto, poupança com preços portugueses e comparação lado a lado até quatro carros.
Abrir o comparador →Para os elétricos há mais duas novidades. Os travões passam a ter limite de partículas: 3 mg/km nos elétricos de passageiros e 7 mg/km nos restantes, de acordo com a InterRegs. E, segundo a Razão Automóvel, cada carro Euro 7 terá um passaporte ambiental digital com emissões, consumo e, quando aplicável, autonomia elétrica e durabilidade da bateria. Para os pneus, as regras de desgaste só chegam em julho de 2028, para novos tipos de pneus de automóveis ligeiros.
Nos carros de combustão, a Razão Automóvel indica que os limites de óxidos de azoto se mantêm em 60 mg/km na gasolina e 80 mg/km no gasóleo, que as partículas passam a ser contadas desde os 10 nanómetros e que as emissões têm de ser cumpridas durante 10 anos ou 200.000 km.

O fórum Eletrificados está aberto
Universos por marca, Radar de Entregas, calculadoras de carregamento e a garagem dos membros. Junta-te à conversa.
A regra não abrange os carros já matriculados. Nenhuma das fontes que consultámos refere medidas específicas para Portugal. Como os modelos novos só têm de cumprir o Euro 7 a partir de 29 de novembro de 2026 e os restantes um ano depois, os modelos já homologados antes dessa data poderão continuar a ser matriculados até novembro de 2027, salvo as exceções previstas no regulamento (conta nossa). A durabilidade das baterias já era um tema de comparação entre marcas, como escrevemos em setembro.
Nota editorial: cautela jornalística.
Confirmámos em várias fontes as datas de 29 de novembro de 2026 e 2027 e os mínimos de 80% e 72% para os carros de passageiros: Razão Automóvel (dois textos), ADAC, L'Automobiliste e InterRegs. Não conseguimos abrir o regulamento no EUR-Lex. Os valores para as comerciais N1 e os limites de partículas dos travões constam só da InterRegs, e o passaporte ambiental digital e a durabilidade de 10 anos ou 200.000 km constam só da Razão Automóvel. A Razão Automóvel refere ainda procedimentos de verificação em veículos em circulação, que não encontrámos noutras fontes e por isso não incluímos. Não encontrámos indicações específicas para Portugal.
Imagem criada por IA.
Fontes: Razão Automóvel (baterias), Razão Automóvel (cinco mudanças), Razão Automóvel (combustão), ADAC, L'Automobiliste, InterRegs, electrive.
Em breve vais poder discutir esta notícia no fórumUm Universo para cada marca, Radar de Entregas e donos reais. Segue-nos e sabe no minuto em que abrir.
Seguir a Eletrificados