A China EV Marketplace diz que as suas vendas de elétricos usados a clientes da UE subiram 280% até setembro, para 7.900 unidades
A China EV Marketplace (CEVM), plataforma que compra carros na China para clientes europeus, diz que vendeu 7.900 elétricos usados a clientes da União Europeia entre janeiro e setembro, mais 280% do que no mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados pelo CarNewsChina a 22 de outubro e repetidos pela Electrek e pela Motorpasión a 24 e pela Forococheselectricos a 25. Todas as peças partem dos dados da própria empresa.
A CEVM não indica o valor do ano anterior. Uma subida de 280% corresponde a cerca de 2.100 unidades em 2025 (conta nossa). Na mesma plataforma, as vendas de carros novos a clientes da UE caíram 44% no período, segundo a empresa.
A explicação são as tarifas. Desde 2024, os elétricos a bateria fabricados na China pagam na UE 10% de direitos normais mais direitos compensatórios de até 35,3%, consoante o fabricante, o que dá até 45,3%. O regulamento europeu que os impôs descreve-os como aplicáveis a elétricos novos, e a CEVM e a Forococheselectricos concluem que os usados ficam fora dos direitos adicionais. A CEVM diz também que os usados escapam ao limite de 350.000 híbridos por ano, que a UE e a China acordaram a 9 de outubro e que, segundo a Bloomberg, poderá começar a aplicar-se a 1 de dezembro. As fontes sobre esse limite não dizem se abrange só carros novos, e não encontrámos confirmação de que já tenha sido aprovado.
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Abrir o comparador →Jakub Geršl, diretor de operações da CEVM, diz que as tarifas já enfraqueceram a procura de elétricos novos chineses entre os clientes europeus da empresa, e que por isso os usados passaram a ser o foco principal do negócio na Europa. A CEVM abriu um centro de entregas em Praga, com 20 carros no arranque, para evitar a espera de cerca de três meses da importação direta da China.
A plataforma tem mais de 2.600 elétricos usados anunciados, de marcas como Xiaomi, BYD, iCar, Denza, Lynk & Co e Avatr. Segundo a empresa, os carros com cerca de 6.000 km custam cerca de 40% menos do que o preço de tabela original na China. A Forococheselectricos sublinha que a comparação é com o preço chinês, não com o de um carro equivalente em Espanha, e que não inclui transporte, impostos nem matrícula.

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Nenhuma das fontes refere Portugal. Segundo um guia da CGD, um carro que chegue de fora da UE precisa de homologação individual do IMT e de declaração aduaneira, o que acrescenta passos e custos ao preço de compra. No mercado português, a procura de elétricos usados mais do que duplicou num ano, segundo a Pisca Pisca.
Nota editorial: cautela jornalística.
Confirmámos de forma independente que o regulamento (UE) 2024/1866, que impôs os direitos provisórios, se refere a elétricos a bateria novos (não lemos o texto definitivo), e que a UE e a China chegaram a 9 de outubro a um acordo político para limitar os híbridos a 350.000 por ano, segundo o Centro de Estudos Orientais (OSW) e a CNN Portugal, a partir da Bloomberg. Não conseguimos confirmar os 7.900 usados, os 280%, os 2.600 anúncios, o desconto de 40% nem o centro de Praga. São dados da CEVM, repetidos por peças que citam a mesma origem, e não encontrámos dados independentes sobre este comércio. As peças também não deixam claro se os 7.900 são só da CEVM ou de todo o mercado. A Forococheselectricos avisa que os usados não ficam isentos de controlo aduaneiro nem de todos os custos. O guia da CGD não foi confirmado com o IMT nem com a Autoridade Tributária.
Imagem criada por IA.
Fontes: CarNewsChina, Electrek, Motorpasión, Forococheselectricos, EUR-Lex, OSW, CNN Portugal, CGD.
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